Transformação Digital

Um novo satélite para as transformações da era digital

18/03/2021

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

Com previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2021, o Star One D2 da Embratel traz mais bandas e mais potência para ser o satélite da era digital e da TV do futuro.

Sempre que um novo satélite é lançado em órbita, ele vem com inovações. Não será diferente no Star One D2, o novo satélite da Embratel que tem lançamento previsto para o primeiro semestre de 2021.

Qualquer solução tecnológica, quando integrada com outras, fornece oportunidades de negócios. O satélite Star One D2 definitivamente não foge a essa regra. Ele é um satélite híbrido, mais potente e atualizado tecnologicamente para apoiar a transformação digital que as empresas brasileiras estão passando ou passarão.

A soma de todos esses ingredientes, no fim das contas, possibilitará ao Star One D2 oferecer novas formas de fazer negócios, principalmente para o setor de mídia e banda larga.

“O Star One D2 é o satélite da era digital e da TV do futuro. Em dois ou três anos, queremos estar juntos aos radiodifusores testando a terceira geração da TV digital, em 4k e interativa”, aposta Guilherme Saraiva, diretor de vendas da Embratel.

A transformação digital do Star One D2

O Star One D2 terá condições de ser uma das engrenagens da transformação digital de empresas de diversos setores por entregar mais potência e trazer novas bandas e coberturas.

Tudo isso porque ele é um satélite híbrido, como citamos no tópico anterior. Mas como explicar esse conceito? Lincoln Oliveira, diretor-geral da Embratel Satélites detalha.

“O Star One D2 da Embratel é um satélite híbrido com bandas C, Ku, Ka e X [saiba mais no infográfico abaixo]. Ele tem uma boa flexibilidade de cobertura e vai permitir a manutenção de todos os serviços DTH* e oferecer novos serviços para novos mercados, como internet banda larga”, comenta.

*Nota da redação:
DTH é a sigla para Direct to Home, modalidade de transmissão de televisão digital via satélite. Além disso, pode incluir serviços como acesso à internet, e-mail, vídeo sob demanda, entre outros.

Quando lançado na posição orbital 70°W, o Star One D2 atenderá setores como o de mídia, agronegócio, óleo e gás, educação e qualquer outra atividade que necessite de uma conexão/transmissão via satélite, seja como “via principal” ou como backup para quando (e se) houver queda de serviço dos outros meios.

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Por dentro do satélite Star One D2 da Embratel

O satélite Star One D2 da Embratel foi desenvolvido com o objetivo de atender diversas demandas de vários setores. Daí ele ser híbrido e contar com quatro bandas: C, Ku, Ka e X. O satélite terá uma potência estimada de 19,3 KW e vida útil, podendo chegar a 18 anos.

As bandas C e Ku vão complementar as ofertas de capacidade para demandas de dados, vídeos e internet de clientes corporativos. Além disso, essas duas frequências vão ampliar as redes de backhaul* celular existentes na banda Ku.

*Nota da redação:
Backhaul pode ser explicado como os links intermediários entre uma rede central (ou backbone) e as pequenas redes na borda. Neste caso, seria a retransmissão de sinal de ponta a ponta (antena envia para satélite, que envia para uma Estação Rádio Base de telefonia móvel, por exemplo).

O Star One D2 também vai atender às demandas de backhaul de telefonia celular com a banda Ka. Por sinal, essa frequência na posição 70°W pode trazer novas oportunidades para as empresas.

“Ao introduzirmos a banda Ka em 70°W, nós conseguiremos abordar novos mercados, porque poderemos oferecer banda larga com um custo menor para as empresas. Outras frequências mais baixas também podem ter soluções de conectividade, mas são mais caras”, comentou Lincoln Oliveira.

Ainda sobre conectividade, o novo satélite complementará a cobertura de banda Ka do Star One D1, posicionado em 84°W. Assim, a Embratel ampliará as ofertas de internet banda larga em quase todo território nacional.

Para suportar tantas bandas, o Star One D2 terá:

  • 28 transponders (receptores e transmissores de sinais) em banda C.
  • 24 transponders em banda Ku.
  • 20 Gbps de capacidade em banda Ka.

Satélite chega para apoiar a digitalização das parabólicas

Apesar de muitas pessoas terem como principal tela a do smartphone, a televisão ainda faz parte do cotidiano de muitos brasileiros. Dos 71 milhões de lares, 96,4% possuem um televisor, segundo a PNAD Contínua TIC 2018.

Com o lançamento do Star One D2, a expectativa é que o satélite acelere a digitalização das parabólicas. Isso significa levar a esses lares, principalmente os mais afastados de centros urbanos, um sinal de televisão de qualidade e em alta definição. E, para as empresas do setor de mídia, uma evolução tecnológica permitindo um custo mais baixo.

“Vamos supor que uma empresa precisava de 9 MHz (mega-hertz) para transmitir um sinal HD. Agora, com o Star One D2, que tem mais potência, ela poderá fazer o mesmo, mas usando até um terço dessa capacidade – 3 MHz com o uso de novas codificações”, explica José Antonio Gonzalez, gerente de produtos e projetos especiais de Redes Satélite da Embratel.

Outros setores se beneficiam também

Por ser um satélite híbrido, o Star One D2 vai potencializar a conectividade em lugares mais afastados. Isso porque o novo satélite, que conta com a banda Ka, vai trabalhar em conjunto com o satélite Star One D1, na órbita 84°W.

“A internet banda larga via satélite vai servir para o pequeno produtor de laticínio e criador de rebanho que não têm orçamento para bancar uma extensão de fibra até a fazenda ou sítio deles”, exemplifica José Gonzalez.

Toda essa conectividade ao mundo digital é importante não só para o agronegócio, mas também para os segmentos de mineração, energia, financeiro, educação, saúde e tantos outros importantes para o desenvolvimento do interior do país.

O setor de varejo também pode aproveitar das vantagens de uma conectividade via satélite. “Muitos bancos e supermercados usam internet por satélite como um backup da rede terrestre. Geralmente, são empresas que não podem ficar sem o sistema de cartão funcionar, por exemplo”, complementa.

Essa integração entre terrestre e satélite, além de se tornar mais barata com a chegada do Star One D2, será importante para manter a continuidade dos negócios.

“Imagina o sistema de cartão do caixa de um supermercado parar e um supervisor ter que passar com uma maquininha para cada cliente finalizar a sua compra? Ao usar uma banda larga via satélite como backup, o sistema comuta automaticamente. O cabo terrestre deu problema? Automaticamente, o roteador troca para a conexão por satélite”, conclui.

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