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Quais serão as prioridades de TI da sua empresa após uma crise?

11/06/2020

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Pesquisa mostra que eficiência operacional, a experiência do trabalho remoto e maior parceria com executivos de negócio serão as prioridades de TI.

Você sabe dizer quais serão as prioridades de TI da sua empresa quando a pandemia do coronavírus estabilizar? A COVID-19 trouxe uma crise em escala para diversas organizações, mas para muitos CIOs e gestores da área, a primeira ação decisiva foi o home office.

Entretanto, o trabalho remoto apresentou dois tipos de empresas: as que possuíam políticas e infraestruturas para implementar esse modelo e as que não tinham. E sabemos bem que uma crise não anuncia data, impossibilitando os líderes a planejarem com antecedência.

Em abril este ano, a IDG Research realizou o Estudo de Impacto da COVID-19 com 414 executivos de TI, gerentes e profissionais da área. O relatório buscou entender como a pandemia tem afetado os papéis e prioridades desses líderes e os efeitos a longo prazo.

De acordo com o levantamento, a maioria dos orçamentos permanecerá estável ou aumentará nos próximos 12 meses. Os entrevistados esperam também dar uma maior ênfase na eficiência operacional, gerenciamento de despesas e controle de custos. Enquanto a colaboração comercial, a contratação e o treinamento ficarão em segundo plano nos próximos meses.

O site CIO.com fez uma análise da pesquisa e trouxe exemplos de empresas que já estão se planejando para um futuro pós-pandemia. Abaixo, destacamos alguns pontos que você pode considerar para a sua.

Aceleração de iniciativas e eficiência operacional

Se 35% dos líderes de TI esperam reduzir o orçamento em tecnologia e inovação em 2021, a expectativa é de concentrar os esforços no gerenciamento de despesas e controle de custos. Assim, esses executivos esperam aumentar a eficiência operacional dos negócios.

Até porque, parte do orçamento de TI em 2020 foi destinado para aumentar a infraestrutura das empresas para suporte o trabalho remoto dos colaboradores. É o caso da NorthMarq, empresa de serviços de hipotecas.

Em três semanas, a empresa expandiu a infraestrutura de TI, desenvolveu uma nova VPN, comprou notebooks para os funcionários remotos e planejou um investimento de capital para esta área para os próximos 18 meses. Tudo isso pelo senso de urgência trazido pela crise.

Já a Extra Space Storage, empresa de unidades de armazenamento, tinha um processo tradicional de assinatura de contratos. Porém, a pandemia do novo coronavírus fechou temporariamente os escritórios.

Sem previsão para a retomada dos negócios, os executivos de TI entraram em cena. Em três dias, conseguiram desenvolver, testar e liberar um recurso de assinatura remota de concessão de uma unidade de armazenamento ao cliente.

Ter eficiência operacional sempre foi uma vontade da Extra Space Storage, mas a companhia sempre hesitou em mudar os processos que, para ela, funcionavam bem. A expectativa é, agora, aproveitar a equipe de DevOps para realizar entregas mais ágeis.

Repensando o futuro do trabalho

A mudança rápida para o trabalho remoto exigiu muito das empresas. E muitas devem se questionar: quando será possível voltar? Minha empresa precisa ter realmente tantas pessoas no escritório? É necessário manter ainda o imóvel?

Para os entrevistados da IDG Research, 71% concordaram que o trabalho remoto nos últimos meses criou uma visão mais positiva das políticas de home office. Exemplo é a Blue Shield, empresa de seguros, que levou, em quatro dias, 7 mil funcionários para trabalhar em casa.

Desde que a companhia conseguiu isso, não houve perdas nos níveis de serviços e nem em produtividade dos colaboradores. O desafio futuro, segundo a Blue Shield, é a conformidade e gerenciamento de riscos corporativos.

O motivo é que, como todos estão de casa, ninguém está vendo o que outras pessoas estão fazendo ou relatando algo que não foi executado corretamente. Por sorte, 37% dos executivos de TI esperam priorizar melhorias na experiência do trabalho remoto nos próximos meses.

Maior colaboração entre TI e negócios

Na pesquisa, apenas 23% dos líderes de TI estão agora focados em alinhar a área às metas de negócios. E os planos de colaboração com as unidades de negócios em geral estão em declínio, parte por conta do trabalho remoto.

Apenas 18% dos CIOs esperam gastar tempo cultivando parcerias de TI e de negócios. Porém, manter uma relação entre essas duas áreas é essencial para a continuidade da empresa, durante e após o período de pandemia.

É o caso da NorthMarq. O CIO da companhia entrou em outubro de 2019 e iniciou um processo de colaboração entre a área de TI e de negócios. Com todos em home office, ele passou a fazer reuniões remotas para alinhar onde todos estavam e para onde deveriam ir.

Isso vai ser importante quando o novo normal estiver em “prática”. Se as empresas foram forçadas a criarem uma jornada digital, a parceria entre TI e negócios vai possibilitar a inovação e outras oportunidades, como a automação mais inteligente de processos.

Essas prioridades das empresas, visando o período pós-pandemia, trazem uma certeza: a necessidade de todas as áreas trabalharem juntas, como uma equipe. Assim, TI e negócios podem ter uma visão completa dos recursos para tomarem uma decisão mais assertiva.

Principais destaques desta matéria

  • Pesquisa mostra que prioridades de TI na pós-pandemia serão em melhorar eficiência operacional e gerenciamento de despesas.
  • CIOs esperam continuar investindo na experiência do colaborador no trabalho remoto.
  • Assim como promover uma colaboração maior entre executivos de TI e de negócios.

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