Transformação Digital

Quais são as perspectivas globais do setor da saúde em 2021?

12/05/2021

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

Pesquisa da Deloitte aponta impactos da COVID-19 no setor e lista questões setoriais que devem receber atenção dos líderes desta indústria

Você realizou alguma consulta médica on-line em 2020 ou neste ano? Desde o início da pandemia do novo coronavírus, diversas instituições públicas e privadas de saúde passaram a oferecer atendimento a distância para seus pacientes.

Para os consumidores, a telemedicina pode até ser uma facilidade. Porém, nos bastidores, a força de trabalho, a infraestrutura e a cadeia de abastecimento do setor da saúde enfrentam os mesmos desafios de outros setores quando o assunto é inovação durante uma pandemia.

Apesar do cenário ser desafiador, a pesquisa “Perspectivas globais do setor de saúde 2021” da Deloitte mostra que este é o momento de todo o ecossistema entender como conseguir avançar nessa jornada de transformação.

O relatório da consultoria destaca algumas questões setoriais urgentes que toda a cadeia deve ficar de olho para este ano. São elas:

  1. Consumidores e experiências humanas;
  2. Inovação do modelo de assistência;
  3. Transformação digital e dados interoperáveis;
  4. Desigualdade (no acesso ao sistema de saúde)
  5. Cooperação em todo ecossistema;
  6. Futuro do trabalho e reserva de talentos.

São pontos que desafiam governos, a classe trabalhadora, investidores e outros stakeholders a dinamizar, adaptar e inovar rapidamente. E a forma escolhida para responder a essas questões “moldará a capacidade [da cadeia] de se recuperar e prosperar no período pós-pandêmico”, diz a Deloitte.

Setor da saúde: criando uma base para o futuro

Embora o setor da saúde tenha a perspectiva de reduzir os gastos globais em 2,6% neste ano, a longo prazo, é esperado uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 4% até 2024. Esse número está acima do período entre 2015 e 2019, que foi de 2,8%, aponta a Deloitte.

Para este ano, a Deloitte destaca que os “efeitos desfavoráveis da COVID-19 relacionados ao lockdows e as medidas de distanciamento social e restrições de cuidados” são os motivos para essa redução de gastos relacionados à saúde.

FIQUE POR DENTRO: Como telessaúde pode ser uma tecnologia em ascensão em 2021

No entanto, olhando para um período pós-pandêmico, alguns fatores vão impactar a retomada dos gastos:

  • Envelhecimento da população.
  • Aumento da demanda por cuidado.
  • Recuperação econômica gradual dos países.
  • Avanços clínicos e tecnológicos.
  • Custos trabalhistas.
  • Expansão do público e dos sistemas de saúde para a população.

São fatores que, ao lado das questões setoriais urgentes, irão comandar a transformação do setor — mais tecnológica, centrada no cliente e necessariamente inclusiva.

Detalhamos três dessas questões neste texto (para ler toda a análise, acesse o estudo da consultoria). Confira abaixo.

1. Consumidores e experiências humanas

O relatório da Deloitte aponta que as pessoas têm ajudado a acelerar o ritmo da transformação do setor da saúde. Isso porque elas passaram a usar mais a tecnologia para monitorar a saúde, assim como se habituaram a ter consultas virtuais.

De 2019 para o início de 2020, cresceu de 15% para 19% o número de pessoas que realizavam algum tipo de consulta on-line. Já em abril do ano passado, o uso dessa modalidade por pacientes saltou para 28%.

“80% dos consumidores dizem que provavelmente terão outra consulta virtual, mesmo depois da pandemia.”

– Deloitte

Sobre o uso de tecnologia, as pessoas têm monitorado a saúde a partir de dispositivos de condicionamento (pulseiras inteligentes, smartwatches etc.). Entre as que fazem um acompanhamento da saúde, 75% disseram que essa atividade mudou o comportamento.

2. Inovação do modelo de assistência

Uma mudança da prestação de serviço à saúde aconteceu com a maior adoção de tecnologias de telemedicina. Não só pacientes, mas profissionais da área, clínicas e hospitais passaram a se apoiar nessa inovação.

Tanto que toda a cadeia acredita em novos modelos de negócio e que as tecnologias podem apoiar essa transformação, como os dados do relatório indicam:

  • 72% dos consumidores têm a saúde e bem-estar como prioridades.
  • 60% dos médicos buscam priorizar a prevenção e bem-estar dos pacientes.
  • 75% dos pacientes esperam trabalhar em parceria com fornecedores de serviços de saúde (academias, profissionais de educação física, de nutrição, entre outras áreas).

Segundo a Deloitte, o modelo de assistência do futuro será mais orientado no paciente, com foco em prevenção e ênfase na saúde e bem-estar.

3. Transformação digital e dados interoperáveis

A COVID-19 impactou diversos setores e o da saúde viu a oportunidade de acelerar a inovação digital. Na Europa, 65% dos provedores da área adotaram tecnologias para apoiar os médicos e suas rotinas de trabalho. Já 64% forneceram suporte virtual e novas interações com os pacientes.

Um exemplo é a Inteligência Artificial (IA). Ela, até então, era focada em automatizar processos manuais no setor da saúde. Após a pandemia, a tecnologia passou a ser usada para ajudar a resolver problemas clínicos e não clínicos.

Já a computação em nuvem, que teve grande destaque em 2020, continuará exercendo papel fundamental este ano. Os gastos com a tecnologia aumentaram 11% no segundo trimestre do ano passado, revelou a Deloitte.

Foram gastos usados para migrar sistemas de TI para a nuvem e facilitar a adoção de ferramentas de dados e análises. Agora, a expectativa é que o setor, com a tecnologia, consiga criar uma área de trabalho virtual escalonável e permitir atendimento remoto e trabalho a distância, segundo o relatório.

Esses são alguns pontos destacados no relatório da Deloitte. Caso queira entender mais como a telemedicina impulsionará o diagnóstico do futuro, dê o play abaixo na série “Juntos no Próximo Nível”, podcast produzido pela Embratel.

Principais destaques desta matéria

  • Setor da saúde também passa por desafios desde o início da pandemia de COVID-19.
  • Deloitte divulga relatório que destaca questões que o setor deve prestar atenção.
  • Confira 3 fatores que vão impactar entidades públicas e privadas, pacientes e toda a cadeia.

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