Transformação Digital

Conheça 5 iniciativas que usam tecnologia no combate ao novo vírus

19/06/2020

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

Entidades públicas, privadas, universidades e startups têm se unido para fomentar tecnologia e inovação na prevenção à COVID-19.

Os esforços no combate ao novo coronavírus estão longe de acabar. Entidades públicas, privadas, universidades e startups do Brasil e do mundo têm se unido para usar a tecnologia no desenvolvimento de soluções em diversas frentes.

Por exemplo: você sabia que pesquisadores brasileiros desenvolveram um teste rápido para diagnóstico da doença? É uma fita criada a partir de ovos com anticorpos extraídos de fêmeas de peixes paulistinha.

O Mundo + Tech publicou, recentemente, um conteúdo sobre o projeto e como ele funciona na prática. Entenda mais clicando aqui.

Além do exemplo já citado, outras iniciativas buscam fomentar o uso de tecnologia e inovação para mitigar os impactos da pandemia. O Mundo + Tech resume 5 delas, sendo quatro brasileiras e uma internacional. Confira.

1. Respirador Hacker

O Respirador Hacker foi criado por alguns movimentos de hackers éticos (Hackerspaces, Makespaces e Fablabs). A iniciativa visa à colaboração de diversos atores do ecossistema de inovação para:

Prototipar e montar um “respirador hacker para auxiliar em um possível gargalo das redes de saúde frente à rápida propagação do novo coronavírus.”

– Respirador Hacker

Com colaboradores brasileiros e estrangeiros, a iniciativa espera apresentar protótipos acessíveis, de baixo custo e de fácil produção. Tanto que o coletivo não busca somente especialistas em tecnologias, mas também profissionais de saúde e de outras áreas.

Desde a criação do coletivo, já são 4 projetos em andamento:

  1. Ventivida: projeto de um compressor articulado que funciona como substituto imediato de um respirador.
  2. CITI Open Lung: design de ventilador pulmonar open source utilizando um Ambu (reanimador manual) como gerador de fluxo de ar.
  3. EAR Celso: projeto para fornecer um sistema de ventilação pulmonar de emergência, utilizando uma bateria de automóvel e uma lata de oxigênio.
  4. Câmera de descontaminação de ar: projeto de câmara de descontaminação utilizando lâmpada de luz mista. Ou seja, a esterilização do ambiente aconteceria por luz UV.

2. Spira

Spira ou Sistema de Detecção Precoce de Insuficiência Respiratória por Meio de Análise de Áudio é um projeto do Instituto de Matemática e Estatística da USP (IME-USP) e outras áreas da universidade.

Os pesquisadores estão utilizando tecnologia de reconhecimento de voz e Inteligência Artificial para desenvolver um método de triagem e diagnóstico de pacientes contaminados pela COVID-19. No entanto, o grupo precisa de muitas vozes para o estudo.

O interessante é que qualquer pessoa pode colaborar com o projeto. Ao clicar em “Desejo participar”, você responde a um rápido questionário e depois grava três frases para alimentar o banco de dados da pesquisa. Para participar, basta clicar aqui.

3. Takiperto

Takiperto é uma iniciativa, ainda nos estágios iniciais, capitaneada por Ilo Rivero, mestre em Ciência da Computação pela PUC-MG. A ferramenta em desenvolvimento visa ajudar pessoas com baixa instrução ou desempregadas a se formalizarem.

Para isso, a equipe espera envolver o Sebrae e o Sistema Nacional de Emprego (SiNE) na capacitação desse público. A expectativa é que, com esse treinamento, os usuários consigam vender seus produtos no mercado formal.

4. Nanox

A startup brasileira Nanox criou uma tecnologia que inativa 99,9% do SARS-CoV-2 após dois minutos de contato. O material – um tecido com micropartículas de prata – é composto também por poliéster e algodão.

O projeto, parceria entre USP, Universidade Jaume I (Espanha) e FAPESP, se mostrou bastante eficaz, uma vez que o tecido foi exposto a uma quantidade de vírus SARS-CoV-2 bem superior ao que uma máscara receberia.

Com resultados significativos, a Nanox já entrou com o pedido de patente da tecnologia e espera fabricar, em parceria com duas tecelagens, máscaras e roupas hospitalares. Para saber mais sobre o projeto, clique aqui.

5. NDD

NDD é um método baseado em rede neural para predição de interação medicamentosa. Assim, pesquisadores da Shahid Beheshti University, na Província de Teerã (Irã), esperam encontrar as drogas mais efetivas para tratamento da COVID-19.

O projeto funciona da seguinte forma: os cientistas selecionam um remédio A e um remédio B, identificando as similaridades entre os dois. Em seguida, os fatores escolhidos serão integrados para, após o uso da rede neural, prever a interação medicamentosa.

Com isso, a solução pode ajudar os médicos a entenderem as possíveis reações que um paciente com COVID-19 pode ter ao receber determinada dose de um coquetel de drogas. O estudo foi publicado na revista Nature e o artigo completo pode ser lido aqui.

Esforços devem contar com todos os atores do ecossistema

Como é possível perceber pelos exemplos acima, a inovação não é jornada de uma pessoa só. É preciso envolver vários atores da sociedade – empresas privadas, órgãos públicos, instituições de ensino e startups.

Todas as ideias e projetos impulsionados pela pandemia do novo coronavírus mostram que essa integração é “um caminho sem volta”, comenta Ilo Rivero, mestre em Ciência da Computação pela PUC-MG, professor da pós de IoT da PUC-MG e um dos idealizadores do Takiperto.

“Do que adianta uma empresa privada ter milhões de clientes e eles não estarem com saúde para consumirem seus produtos?”, questiona o professor. “Tem o lado comercial, mas também tem o lado social para essas organizações”, explica.

Para Ilo, o momento é de oportunidades de parcerias. “Governo e empresas precisam do apoio de universidades e pesquisas”. Com todos juntos, é possível produzir e colocar algo no mercado que possa ajudar a sociedade.

Principais destaques desta matéria

  • Pandemia do novo coronavírus impulsionou o campo de pesquisa e inovação.
  • Empresas privadas, entidades públicas, universidades e startups têm trabalhado em conjunto para encontrar soluções.
  • Confira 5 iniciativas no combate à COVID-19.

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