Como as tecnologias têm transformado o setor da saúde

Como as tecnologias têm transformado o setor da saúde?

Tecnologias como telemedicina e chatbots têm ajudado hospitais e clínicas a garantirem atendimento aos pacientes durante período de crise.

A pandemia do novo coronavírus impulsionou, mesmo que de maneira forçada, a transformação digital em diversos setores. No da saúde, isso não foi diferente. Clínicas, hospitais e prestadoras de serviços precisaram se apoiar em tecnologias para adaptar processos internos e reformular os atendimentos e prestação de cuidados aos pacientes.

Um exemplo lá fora é o da Geisinger Health, companhia americana de serviços de saúde. Com mais de três milhões de pacientes, a empresa apostou na telemedicina para dar continuidade aos atendimentos, enquanto conseguiu alocar 13 mil funcionários para trabalhar de forma remota.

No podcast The Big Unlock, o CIO da Geisinger Health, John Kravitz, detalha como a companhia enxergou novas oportunidades de transformação digital com a crise do coronavírus. Você pode ouvir o episódio abaixo no Spotify (em inglês).

Aqui no Brasil, após o Ministério da Saúde liberar o uso emergencial de telemedicina, o dr.consulta passou a oferecer a modalidade para diversas especialidades médicas. Embora alguns atendimentos aconteçam via WhatsApp, a rede de centros médicos tem desenvolvido outras plataformas tecnológicas para aprimorar a experiência do paciente (vamos detalhar mais abaixo).

Dito isso, o site CIO listou alguns exemplos de tecnologias que trazem um impacto positivo para os profissionais e as organizações do setor da saúde em meio à crise do novo coronavírus.

Tecnologias para realizar uma triagem virtual

Muitos profissionais de saúde que estão na linha de frente no combate ao novo coronavírus viram um aumento na demanda por atendimento. Porém, pacientes podem confundir possíveis sintomas do COVID-19 com os de uma gripe ou resfriado, por exemplo.

Então, muitos sistemas de saúde têm recorrido ao uso de ferramentas de triagem automática, como chatbots, para ajudar os usuários a verificar se os sintomas são mesmo do COVID-19 antes de pedirem ou irem a uma consulta médica.

Quem fez isso foi a Providence Health, sistema de saúde de Washington (Estados Unidos). A organização reconfigurou o chatbot Gracecom para responder perguntas frequentes e avaliações relacionadas ao novo coronavírus.

A partir das mensagens trocadas com a tecnologia de atendimento virtual, os pacientes passaram por uma triagem. No entanto, o desafio era ter médicos treinados e disponíveis para realizar consultas em um ambiente on-line.

Para resolver esse problema, a Providence transferiu os médicos do Express Care, serviço de atendimento imediato, para atender os pacientes selecionados pela triagem por meio da interação com a Gracecom.

A vez da telemedicina

A telemedicina pode ser uma solução para desafogar hospitais e outras unidades de saúde a partir de um atendimento feito por videoconferência. Só a Geisinger Health registrou um aumento de 500% ao oferecer essa modalidade nas duas primeiras semanas do surto nos Estados Unidos.

Enquanto isso, o dr.consulta passou a ofertar a telemedicina desde o início de março. Em pouco dias, a rede realizou cerca de 1 mil atendimentos via vídeo para orientar pacientes sobre casos suspeitos de gripe e/ou COVID-19.

Embora a empresa tenha utilizado o WhatsApp para realizar os atendimentos, ela está desenvolvendo uma ferramenta de vídeo no próprio aplicativo e no site do dr.consulta. A ideia é ter uma ferramenta escalável de negócio e conseguir disponibilizar médicos em todo o Brasil.

Vale destacar que a telemedicina pode ser uma maneira de obter assistência médica para problemas de baixo risco. No entanto, para pessoas infectadas pelo COVID-19, a tecnologia pode funcionar como um monitoramento remoto, ainda mais para pacientes com condições crônicas.

Adoção de tecnologias vai acelerar a transformação digital

Se as tecnologias têm mostrado resultados positivos durante a crise, isso tem feito empresas refletirem sobre a jornada de transformação digital. Esse é o momento em que muitas organizações vão intensificar o planejamento estratégico para um futuro digital.

Veja, por exemplo, o dr.consulta. Embora a rede ainda esteja no desenvolvimento de uma ferramenta de vídeo, ela já possui uma tecnologia de prontuário eletrônico e protocolos de atendimento em conformidade com leis de proteção de dados.

Mesmo com o fim da pandemia, a companhia espera continuar investindo na telemedicina como forma de levar atendimento de qualidade, mas com economia de tempo e dinheiro para o paciente. Como aponta o site CIO, é uma oportunidade de lançar novas iniciativas pós-crise.

Setor deve olhar com mais atenção para a segurança

O setor da saúde ainda é bastante vulnerável a ataques cibernéticos, como mostramos neste post do Mundo + Tech. De acordo com a publicação do site CIO, é só uma questão de tempo até que os cibercriminosos entrem em ação para aproveitar as brechas de segurança encontradas.

No início de março, várias entidades do setor em Champaign–Urbana, área metropolitana de Illinois (Estados Unidos), sofreu um ataque ransomware e pagou US$ 350 mil (R$ 1.8 milhão) para recuperar o acesso ao site do distrito.

Com a crise do novo coronavírus, muitos colaboradores passaram a trabalhar de forma remota, mas isso exige certos cuidados, apontados pelo Mundo + Tech neste blog post. Até porque, conectar dispositivos pessoais à rede VPN da empresa pode expor algumas vulnerabilidades.

Então, além das medidas de segurança adotadas internamente para prevenir a exposição de dados sensíveis, empresas do setor da saúde devem considerar também o monitoramento em tempo real desses dispositivos.

Principais destaques desta matéria

  • Pandemia do novo coronavírus levou empresas a transformarem seus modelos de negócio.
  • No setor da saúde, adoção de tecnologias tem auxiliado hospitais e clínicas a fornecer atendimento por videochamadas.
  • Site CIO destaca algumas tecnologias que podem fazer a diferença para as empresas durante a crise.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *