Transformação Digital

Como a telessaúde pode ser uma tecnologia em ascensão em 2021?

17/02/2021

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

Apesar do atendimento remoto de serviços básicos de saúde ter aumentado em 2020, a telessaúde exige investimentos em TIC para continuar levando qualidade ao cliente.

A telessaúde foi uma tecnologia que teve grande ascensão durante o ano de 2020. Logo nos primeiros meses de pandemia, o setor da saúde percebeu a necessidade de uma estratégia em saúde digital para prestar atendimento ao público que, de uma hora para outra, precisou ficar em casa.

Um exemplo é a Teladoc, empresa de serviços de saúde e consultas médicas por vídeo, que viu um aumento de 4,1 milhões de atendimentos em 2019 para 10,6 milhões em 2020. Já no Brasil, a startup dr.consulta viu na modalidade on-line uma forma de prestar atendimento com maior economia de tempo e dinheiro.

Telessaúde é o mesmo que telemedicina?

Antes de prosseguirmos com o texto, é importante conceituar (e diferenciar) telessaúde e telemedicina.

Telessaúde compreende as tecnologias de informação e comunicação (TICs) usadas para fornecer cuidados e serviços de saúde a distância.  Telemedicina, por sua vez, é a prática da medicina que utiliza a tecnologia para oferecer o cuidado quando médico e paciente não estão no mesmo local. Por exemplo, uma consulta on-line ou uma cirurgia robótica.

Em outras palavras, o escopo da telessaúde é maior, podendo referir-se também a serviços remotos não clínicos (como treinamento).

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Os desafios da telessaúde em 2021

Passado um ano desde que a quarentena foi estabelecida, a telessaúde continuará em ascensão no Brasil e no mundo? De acordo com um artigo de Paddy Padmanabhan, no site CIO.com, ainda existe uma cautela das empresas do setor de saúde em avançar nos investimentos desta modalidade.

Mas, ao mesmo tempo, é preciso manter os esforços para otimizar os atendimentos remotos uma vez que uma única solução não conseguirá atender as necessidades de pacientes com histórico de vida e cuidados tão distintos.

“A telessaúde não pode crescer ignorando a exclusão digital que se tornou uma preocupação séria que impacta o acesso aos cuidados das populações mais vulneráveis” destaca o  autor do livro Healthcare Digital Transformation – How Consumerism, Technology and Pandemic are Accelerating the Future (Transformação digital no setor de saúde – Como o consumismo, a tecnologia e a pandemia estão acelerando o futuro, em tradução livre).

Neste sentido, o Padmanabhan elenca três fatores que empresas que apostam na telessaúde podem considerar para dar continuidade neste modelo de negócio.

1. Telessaúde vai exigir maturidade tecnológica

Prover serviços básicos de saúde remotos vai exigir três detalhes importantes:

  1. Implantação de tecnologia para a transmissão da chamada.
  2. Fornecimento de acesso seguro por meio de uma largura de banda adequada e com capacidade para suportar picos.
  3. Compreensão da capacidade dos clientes conseguirem acessar esses serviços a partir de seus smartphones e outros dispositivos móveis.

Por exemplo, um provedor desenvolve um aplicativo para oferecer atendimento remoto aos seus clientes. Porém, essa empresa percebe que a maioria dos usuários possui um smartphone com o sistema operacional Android. Então, a plataforma não deve ser desenvolvida somente para iOS.

O suporte à largura de banda também é outro ponto de destaque. Alguns usuários podem não ter uma conexão à internet de qualidade. Para isso, o aplicativo deve ter uma interface leve e as funções críticas dele podem estar hospedadas em tecnologias em nuvem.

Assim, é possível garantir um atendimento de qualidade, sem comprometer a experiência do usuário.

2. Investindo na tecnologia para ela ser parte da jornada de inovação

Um grande desafio para a telessaúde é ela estar integrada a outras ferramentas digitais utilizadas no fluxo de trabalho. No caso do dr.consulta, antes de criaram o atendimento virtual, a startup já trabalhava com prontuários eletrônicos a fim de manter um registro dos pacientes.

Como destaca Padmanabhan, as plataformas de atendimento on-line não devem ser usadas somente com os prontuários eletrônicos de saúde. É preciso uma interoperação, em que elas vão funcionar também com ferramentas de negócio, como o CRM.

A computação em nuvem volta a ter papel de destaque aqui. Provedores de saúde têm adotado a tecnologia para promover melhor a experiência do cliente, assim como compartilhar os dados e insights para melhorar a colaboração digital entre médicos.

No entanto, o ecossistema de aplicativos conectado à nuvem também traz desafios inevitáveis ​​com segurança e privacidade. Esses pontos devem ser abordados no desenvolvimento e gerenciamento de parcerias de tecnologia para fornecer atendimento virtual de forma integrada.

3. Ter um roteiro para alcançar os objetivos com a tecnologia

Uma grande questão observada pelos provedores é saber qual porcentagem dos serviços em geral que irão migrar para um modelo on-line no futuro. Por exemplo, atendimentos voltados para saúde mental são mais acessíveis que uma demanda oftalmológica.

Porém, há um comportamento do consumidor em buscar atendimentos remotos pela agilidade e por empresas do setor que são “digitais em primeiro lugar”. Daí muitos provedores têm traçado uma estratégia de equilibrar as visitas em um ambiente físico e em um ambiente virtual.

O sucesso dessa estratégia precisa de um roteiro, em que a recomendação é criar uma abordagem gradual. Assim, é possível gerenciar quaisquer riscos dentro da plataforma. O site CIO.com ressalta que desenvolver um projeto piloto pode ser o ponto de partida.

Ter um piloto vai permitir escalar a plataforma assim que tecnologias de telessaúde forem aprimoradas. Outro ponto é que, assim, as empresas conseguem entender a experiência dos especialistas e dos pacientes dentro da plataforma.

Além de permitir implantar as mudanças necessárias no aplicativo, os provedores conseguem corrigir possíveis erros que possam surgir antes mesmo dele ser lançado no mercado.

Principais destaques desta matéria

  • Telessaúde é o atendimento on-line de serviços básicos de saúde.
  • Tecnologia esteve em ascensão em 2020, após atendimentos presenciais terem sido reduzidos devido à pandemia.
  • Veja três fatores que vão fazer a telessaúde continuar em destaque em 2021.

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