Transformação Digital

7 mudanças que os líderes de TI podem considerar para suas empresas

01/03/2021

Tempo estimado de leitura: 5 minutos

Pandemia levou funcionários para o home office. Isso mudou a relação com os líderes de TI, abrindo espaço para maior colaboração e agilidade.

Você já se perguntou quais mudanças organizacionais geradas pela pandemia serão possíveis manter em um cenário futuro? É fato que, no último um ano, muitas companhias se transformaram para adaptar operações e processos legados para modelos mais ágeis.

Isso só foi possível porque muitos líderes de TI tiveram um papel fundamental na jornada de digitalização e inovação: foram eles que colaboraram na identificação e implantação de alternativas que permitiram a rápida virada de chave de uma empresa.

Aqui estamos falando das tão conhecidas tecnologias como computação em nuvem e Inteligência Artificial, que possibilitaram o uso de ferramentas remotas de colaboração e a automação de serviços e atendimentos, e da adoção de metodologias ágeis para o desenvolvimento em menor tempo de aplicações corporativas e/ou destinadas ao consumidor.

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Porém, em um mundo pós-COVID, como os líderes TI das empresas lidarão com as mudanças vistas desde 2020? John Edwards, jornalista veterano em tecnologia B2B, escreveu para o site CIO.com sobre 7 transformações permanentes que foram ou serão sentidas por esses executivos.

1. A agilidade se tornou necessária

Quando a COVID-19 atingiu diversos setores, várias organizações precisaram buscar meios alternativos para manter as operações de negócios que, até então, estavam estabelecidas há muitos anos.

Como destaca Andy Mutz, chefe de engenharia, novos negócios e tecnologias da SAP, “a agilidade rapidamente se tornou a maior prioridade [das empresas]”. O motivo é que, com o novo comportamento do consumidor (que passou a ficar mais e mais conectado), muitas companhias falharam em compreendê-lo.

Para Mutz, as empresas precisaram se adaptar a um mundo digital totalmente unificado com o off-line. “Valorizando a resiliência acima do custo. E a agilidade de TI se tornou indispensável [em integrar esses dois mundos].”

Contudo, os líderes de TI perceberam que é possível transformar, com segurança, as principais operações e serviços em um ritmo antes inimaginável. “A capacidade de aumentar e diminuir [as cargas de trabalho] ao mesmo tempo que se preocupa com os custos tornou-se a chave para a TI”, explica Kirill Shoikhet, CTO Excelero.

2. A aceleração da transformação digital continua

As iniciativas de transformação digital já estavam no radar de muitas companhias. Porém, com a chegada da COVID-19, elas se sentiram pressionadas para acelerar o ritmo. Tanto que houve quem foi forçado a adotar uma presença digital que simplesmente não existia até então.

Esse olhar para o ambiente on-line, observa Pieter VanIperen, sócio-gerente da PWV Consultants, foi devido ao “distanciamento social, trabalho remoto e contato restrito para qualquer atividade”. Foram situações que líderes de TI precisaram ser criativos nesse último ano.

Para VanIperen, empresas buscaram formas de sobreviver nessa nova dinâmica, mantendo as estratégias de transformação digital ainda aceleradas. Entre as iniciativas figuraram a integração de funcionários e até mesmo a automação de projetos.

“Muitas organizações provaram que podem se transformar e o fizeram em condições adversas”, diz Bob Lamendola, vice-presidente de serviços de infraestrutura e engenharia Ricoh USA. “Agora que eles sabem [dos desafios e benefícios], a aceleração só vai continuar”, complementa.

3. A colaboração agora é rotina

Ecossistemas colaborativos nunca estiveram em tanta evidência após o início da pandemia. Os líderes de TI sentiram a necessidade de suas equipes estarem mais próximos aos parceiros, clientes e outros colaboradores das empresas.

Ter esse conhecimento permitiu que a TI ficasse um passo à frente da concorrência. “Essa era uma tendência antes da COVID-19 e que se acelerou significativamente”, diz Brian Moore, líder em transformação de tecnologia e inteligência de confiança na EY Americas.

Moore explica que colaborar dentro da empresa e com seus parceiros será importante, porque “à medida que as organizações inovam, elas protegem sua posição competitiva no mercado”. Porém, por ser um processo novo, ele afirma que é preciso atenção para garantir seu sucesso.

4. A consciência sobre segurança e ameaças está melhor

A pandemia trouxe uma realidade cruel para as empresas: a falta de visibilidade sobre as ameaças cibernéticas. Desde 2020, houve um aumento expressivo em ataques ransomware, DDoS, entre outros.

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Se uma postura reativa a um ataque ainda permitia as empresas coletarem pistas sobre possíveis ameaças futuras, a COVID-19 mudou todo esse cenário, conseguindo interromper operações críticas de segurança em poucos dias.

“Simplesmente não havia tempo para fazer avaliações de seis meses sobre diferentes opções de tecnologia ou para construir um roteiro de longo prazo para conformidade”, diz Jason Goth, CTO da Credera.

Como esse cenário contínuo de incertezas, muitas empresas passaram a definir estratégias para criar planos de continuidade e recuperação após darem a devida atenção às ameaças. “É algo que elas devem ser capazes de ter sob demanda”, afirma Goth.

5. A TI também ajuda a direcionar soluções de negócios

Não há como negar que a TI foi a personagem principal no fornecimento de soluções capazes de manter a continuidade dos negócios, ainda mais quando eles eram tocados de maneira tradicional.

Como ressalta Jason Goth, da Credera, “as empresas que possuem capacidades técnicas avançadas conseguiram criar novos produtos e serviços”. O CTO cita como exemplos a Home Depot, Costco e McDonald’s. As três passaram a fornecer a opção de coleta ou entrega dos pedidos na calçada.

Já o Zoom e a Microsoft, que desenvolveu a plataforma Teams, adicionaram funções e recursos que permitiram o escalonamento dessas aplicações. “As empresas que conseguiram fazer as mudanças com rapidez e eficácia não só conseguiram sobreviver, mas também prosperar.”

A previsão de Goth é de que as empresas, cientes de que projetos podem ser desenvolvidos em um espaço menor de tempo, “terão menos tolerância a longos prazos de entrega, atrasos e desculpas para não serem capazes de entregar [um projeto].”

6. TI é vista como facilitadora para a inovação financeira

Também foi a TI quem assumiu a liderança em inovação financeira quando a COVID-19 atingiu as organizações. Um exemplo é o setor de pagamento sem contato, que se tornou uma modalidade popular, principalmente aqui no Brasil.

Dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) mostraram que o número de pagamentos por aproximação cresceu 469,6% em 2020, quando comparado a 2019. Foram R$ 41 bilhões em transações com esta modalidade.

Por trás dessa possibilidade estão os líderes de TI e suas equipes. “O que tornou isso tão significativo é que o desenvolvimento de pagamento sem contato demoraria anos para acontecer, mas levou apenas alguns meses”, diz Carol Juel, CIO e vice-presidente executiva da Synchrony.

7. A força de trabalho em TI está se reinventando

A pandemia exigiu dos líderes de TI o gerenciamento de diversas equipes para encarar uma série de novos desafios. Daí, muitas pessoas em cargo executivo começaram a reconhecer a necessidade de um novo tipo de especialista em TI.

“Em um resumo, precisamos de pessoas que possam trabalhar com pouca supervisão e se envolver e colaborar sem ficar ao lado de alguém”, explica Stephanie Nigh, vice-presidente de TI da Transact Campus.

Para isso, os líderes precisam ter a mentalidade de que é preciso tocar um negócio com mais agilidade. É uma forma de impulsionar a produtividade na força de trabalho que está remota ou atua em ambiente híbrido.

Um exemplo é a Discover Financial Services, instituição financeira norte-americana. Para atuar com maior agilidade, a empresa criou equipes de TI menores e autônomas, mas focadas em seus produtos. Isso permitiu identificar as ineficiências enraizadas nos processos.

“Essa mentalidade de simplificar [a equipe de TI] é uma oportunidade de evoluir nossa tecnologia. O que queremos é criar equipes autônomas que possam voar”, diz Amir Arooni, CIO e vice-presidente executivo da Discover.

Principais destaques desta matéria

  • Líderes de TI aprenderam bastante com os desafios trazidos pela pandemia no último ano.
  • Da adoção de tecnologias à metodologia ágil, executivos tentam aprimorar operações e manter negócios.
  • Confira 7 transformações sentidas por esses líderes e que serão mantidas nas empresas no futuro.

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