Transformação Digital

5 projetos de cidades inteligentes que obtiveram sucesso

22/07/2020

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

Iluminação inteligente e bancos de parques com sensores IoT são alguns projetos de cidades inteligentes levantados pelo TechRepublic.

Cidades inteligentes já não são uma realidade tão distante. Veja, por exemplo, o Rio de Janeiro: o município iniciou o projeto de modernização da iluminação pública, que contará com lâmpadas LED inteligentes. Saiba mais dessa iniciativa aqui.

Mas, você sabe como uma cidade se torna inteligente? Como explica um artigo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), é o “enfoque na cidade criativa e sustentável, que faz uso da tecnologia em seu processo de planejamento com a participação dos cidadãos”.

Complementando o conceito da FGV, o IESE Business School (Espanha), através do relatório Cities in Motion Index (CIMI) 2020, avalia em qual nível de maturidade uma cidade se encontra a partir da análise de nove dimensões:

  1. Capital humano.
  2. Coesão social.
  3. Economia.
  4. Governança.
  5. Meio ambiente.
  6. Mobilidade e transporte.
  7. Planejamento urbano.
  8. Projeção internacional.
  9. Tecnologia.

No ranking de 2020 da IESE, Londres (Reino Unido) é a primeira colocada com um indicador de 100 pontos. Em segundo lugar, Nova Iorque (Estados Unidos) com um CIMI de 95.73. Já a primeira cidade brasileira a aparecer na lista é São Paulo, na 123ª colocação com 45.01 pontos.

O relatório completo (em inglês) pode ser baixado gratuitamente aqui.

Cidades inteligentes: 5 projetos de sucesso

O surgimento de dispositivos móveis, sensores e conectividade já impulsionam a transformação digital de uma cidade. Nessa jornada de inteligência, os projetos podem ser inúmeros: dos veículos autônomos a segurança das ruas e calçadas.

São investimentos que, geralmente, vão se apoiar na computação em nuvem e na Internet das Coisas para oferecerem uma melhor qualidade de vida a toda a sociedade. Abaixo, o Mundo + Tech resume 5 projetos de cidades inteligentes que deram certo, de acordo com o TechRepublic.

1. Columbus (Ohio – Estados Unidos)

Columbus, capital de Ohio (Estados Unidos), desenvolveu um sistema de tráfego inteligente com o intuito de liberar interseções para veículos de emergência. O projeto, chamado Smart Columbus, entrou em operação agora em julho de 2020 e seguirá até março de 2021.

Da parte de hardware, mais de 100 sensores foram instalados nas ruas da cidade, enquanto 1.8 mil unidades de um computador de bordo foram equipadas em carros particulares, ônibus e outros veículos de frota, além de veículos de emergência e de carga.

Esses sensores estão conectados a um sistema de comunicação, que envia mensagens de segurança entre os veículos e para os motoristas (os voluntários receberão um alerta que uma ambulância está se aproximando, por exemplo).

A ideia é que essas interações permitam a coleta de dados não identificáveis através de um sistema operacional próprio para permitir os operadores de tráfego tomarem a melhor decisão sobre qual via liberar para ambulâncias e outros veículos.

2. Mênfis (Tennessee – Estados Unidos)

Mênfis é a segunda cidade mais populosa do estado de Tennessee (Estados Unidos) e desenvolveu sua própria fibra óptica para iniciar a jornada de transformação digital do município. Toda essa infraestrutura foi essencial para ajudar a migração de muitos serviços para a nuvem.

O gerenciamento de capital humano e o de fornecedores contratados pela prefeitura, entre outros serviços, além do sistema principal do município, foram alocados para a nuvem. Assim como as plataformas de produtividade utilizadas pelos servidores.

Para Mike Rodriguez, CIO do município de Mênfis, a tecnologia em nuvem é importante para a cidade se tornar inteligente porque oferece “mais opções quando se trata de recuperação de desastres e continuidade dos negócios e tem muito mais foco em segurança [que um ambiente on premise].

3. Paris (França)

Os bancos dos parques de Paris foram projetados pelo Barão Haussmann lá pelo século 19. Agora, mais de 3 mil deles serão equipados com sensores de Internet das Coisas (IoT) e conexão Bluetooth para monitorar:

  • Local em que os bancos estão instalados.
  • Temperatura e pressão atmosférica.
  • Tráfego no local.
  • Uso do espaço urbano.

Esses dados coletados estarão disponíveis de imediato para os cidadãos, para os turistas e para os responsáveis do planejamento urbano da cidade porque toda a solução é baseada em um API (interface de comunicação entre sistemas) alocado na nuvem.

Para os cidadãos e turistas, os bancos com sensores IoT servirão para entender como esses usuários interagem com os parques, o tempo que eles ficam nesses espaços e se eles estão satisfeitos com as instalações desses equipamentos públicos.

Eles poderão baixar um aplicativo móvel e responder algumas pesquisas sobre os parques. Os dados obtidos a partir do app vão possibilitar que a equipe de planejamento urbano entregue melhorias nas instalações.

4. Cleveland (Ohio – Estados Unidos)

Assim como o Rio de Janeiro, a cidade de Cleveland, em Ohio (Estados Unidos), apostou na modernização da iluminação pública. O projeto prevê instalar 61 mil lâmpadas LED e transformá-las em uma rede inteligente.

Com isso, Cleveland prevê a redução de até 20% nos custos operacionais por ano na iluminação pública e diminuição de até 50% no gasto anual de energia elétrica. O grande destaque do projeto é que a infraestrutura de comunicação foi instalada em apenas três dias.

Já o controle remoto da iluminação poderá ser feito a partir de um sistema web conectado a uma rede de conexão própria. Uma única estação base de conectividade conseguirá cobrir uma área de até 20 km de raio e monitorar até 50 mil lâmpadas.

5.  Atlanta (Geórgia – Estados Unidos)

A cidade de Atlanta, capital de Geórgia (Estados Unidos), já possui vários projetos piloto para se tornar uma cidade inteligente. Todas essas iniciativas estão distribuídas em cinco áreas diferentes da cidade para coletar dados que vão gerar uma melhor qualidade de vida para a população.

Um deles é um sistema de iluminação inteligente para que os semáforos reajam em tempo real ao que está acontecendo. A capital conseguiu reduzir, em seis meses, o tráfego em 25% após o término de grandes eventos.

Outro projeto inteligente envolve reciclagem. As lixeiras e caminhões de coletas estão equipados com sensores IoT, que vão notificar quais resíduos foram descartados no cesto e qual a melhor rota o veículo deve seguir. Isso rendeu uma economia de US$ 100 mil na coleta seletiva.

Por último, Atlanta desenvolveu uma iniciativa inteligente de prevenção ao crime. Alguns postes estão equipados com dois sensores para identificar quando um tiroteio acontece. Não é algo recorrente, afirma Cynthia Curry, diretora de ecossistema IoT da Metro Atlanta Chamber, câmara de comércio da cidade.

Os sensores IoT instalados nesses postes conseguem registrar um tiro em um raio de 6km, além de indicar qual tipo de arma foi utilizada. Então, um alerta é enviado para paramédicos e serviços de emergência, reduzindo o tempo de chegada ao local já que não é necessário fazer uma ligação. ,

Principais destaques desta matéria

  • Cidade inteligente é um planejamento sustentável da área urbana com uso de tecnologia e participação da sociedade.
  • Índice de escola espanhola cita 9 dimensões para classificar o nível de maturidade das cidades consideradas inteligentes.
  • Confira 5 projetos de cidades inteligentes que obtiveram sucesso.

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