TI , Transformação Digital

A tecnologia como fator disruptivo da indústria farmacêutica

22/05/2019

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

Principais destaques:
– Transformação digital é um grande desafio para a indústria farmacêutica;
– Modelo de negócio atual de empresas do setor tem alto investimento e baixa taxa de sucesso;
– Tecnologias como blockchain, Inteligência Artificial e Machine Learning podem ajudar a indústria a criar negócios disruptivos.

Uma empresa não pode mais fechar os olhos para a transformação digital. Em meio a tecnologias que causam uma disrupção do modelo de negócios em várias indústrias, companhias do setor farmacêutico enxergam este movimento como um desafio para implementar uma cultura de inovação em seus ambientes.

A grande questão é: como inovar quando desenvolver medicamentos é uma tarefa cara e tem baixa taxa de sucesso? Nos Estados Unidos, por exemplo, lançar um remédio no mercado tem um investimento médio de US$ 2,6 bilhões (R$ 10 bilhões) e tempo de pesquisa que varia de 10 a 15 anos, como mostra uma publicação da Dasa, empresa de medicina diagnóstica.

O modelo atual de negócios da indústria farmacêutica consiste em três etapas: pesquisa para descobrir um medicamento, testes iniciais em ambientes altamente controlados e testes em pacientes humanos. Mas se empresas de outros setores buscam compartilhar cada vez mais informações para gerar uma vantagem competitiva, aqui o caminho segue o sentido inverso.

Empresas da indústria farmacêutica ainda trabalham com Data Silos, seja por regulação ou alta competitividade dos negócios. Data Silos são repositórios de dados, isolados de uma maneira que se tornam ilegíveis ou inacessíveis até dentro da própria companhia. Isso atrasa a transformação digital e traz inúmeras consequências negativas, como mostra este artigo do Status.Net.

Mas como a indústria farmacêutica pode se reinventar?

É compreensível a ideia de que os dados devem estar guardados a sete chaves nas empresas da indústria farmacêutica. Mas já existem tecnologias que conseguem gerar uma disrupção nos negócios e, assim, permitir o armazenamento seguro dos dados e o compartilhamento de informações essenciais para que a empresa avance no desenvolvimento de novos medicamentos.

Uma delas é o Blockchain, que o Mundo + Tech já mostrou que vai além do Bitcoin. Esta inovação já é usada no setor da saúde para o armazenamento de registros médicos de pacientes e o acesso é permitido somente a pessoas autorizadas. Na indústria farmacêutica, soluções baseadas em Blockchain podem, por exemplo:

  • Gerenciar informações de pacientes em testes.
  • Monitorar o problema de medicamentos falsos.
  • Desenvolver simulações que avancem as pesquisas.

A Inteligência Artificial também pode ser uma aliada na transformação digital da indústria farmacêutica. Recentemente a Recursion, startup americana de biotecnologia, anunciou que vai abrir parte da sua base de dados para o desenvolvimento de algoritmos de Machine Learning. A empresa de Salt Lake City (Estados Unidos) atua fortemente com Inteligência Artificial para combinar automação e biologia experimental na busca por potenciais medicamentos.

Ao site da revista Global Banking & Finance Review, a startup disse que “se formos bem-sucedidos em nossos esforços, novos tratamentos não só chegarão mais rápido ao mercado, mas também mais empresas serão incentivadas a desenvolver novos medicamentos para mercados menores, como o de doenças raras, em que muitos pacientes não têm suas necessidades atendidas.”

Empresas de TI também tomaram a frente para descobrir meios de levar melhor qualidade de vida às pessoas. É o caso do Google, que anunciou que tem utilizado Machine Learning para diagnosticar o câncer a partir de exames de radiologia. A indústria farmacêutica tem um ecossistema vasto de empresas e startups que podem ajudar a criar um modelo disruptivo de seus negócios, mas até onde a indústria pensa em se reinventar?

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