TI

5 tendências e recomendações para líderes de TI em 2021

14/12/2020

Tempo estimado de leitura: 5 minutos

IDC divulgou estudo com agenda para o próximo ano e como CIOs e líderes seniores de TI podem fomentar o sucesso de suas respectivas empresas.

O ano de 2020 foi de inúmeros desafios para empresas de todos os portes e setores. CIOs e líderes de TI, que tiveram a missão de garantir uma infraestrutura tecnológica capaz de manter a continuidade dos negócios, terão papeis fundamentais na estratégia de recuperação em 2021.

As organizações já sentiram a necessidade de possuir uma infraestrutura digital, permitindo que elas modernizem seus processos, operações e até a cultura corporativa. Neste sentido, a IDC divulgou recentemente o FutureScape: Previsões da Agenda 2021 do CIO.

O relatório tem como objetivo mostrar as tecnologias, os mercados e ecossistemas que vão ajudar CIOs e líderes de TI a entender melhor as tendências de inovação dos próximos anos e como elas vão impactar suas respectivas empresas.

Abaixo, o Mundo + Tech separou 5 dessas tendências para você ficar de olho em 2021.

1. Líderes de TI irão capacitar funcionários com dados

Segundo a IDC, 65% dos CIOs devem capacitar e habilitar seus funcionários operacionais com dados, Inteligência Artificial e segurança. O objetivo é aprimorar a produtividade, adaptabilidade e tomada de decisão desses colaboradores diante de mudanças rápidas.

As empresas precisam de equipes e trabalhadores para funcionar de forma mais autônoma, tomando decisões diante de grandes incertezas. E quem melhor do que os colaboradores da linha de frente, que estão em posição estratégica justamente por acompanhar de perto essas mudanças?

Vale destacar que as mudanças, no caso, vão desde um novo comportamento do consumidor até os desafios impostos por uma pandemia. Porém, antes da COVID-19, ainda era pequeno o número de empresas que disponibilizavam dados aos seus colaboradores.

Agora, é imperativo que esses times tenham acesso a dados e ferramentas inteligentes incorporados em seus fluxos de trabalho de uma forma contínua.

– O que o líder de TI pode fazer?

. Adquirir talentos, seja contratando, capacitando ou promovendo parcerias.
. Criar Centros de Excelência em dados, Analytics, Inteligência Artificial, Machine Learning e outras tecnologias.
. Governança e compliance para que os dados estejam protegidos e sejam usados de maneira ética.
. Planejar a capacitação desses colaboradores para que eles tenham um perfil de trabalhador digital e autônomo.

2. CIOs devem repensar a segurança olhando a confiança do cliente

A pandemia de COVID-19 resultou em um aumento exponencial de ciberataques contra as empresas. A expectativa da IDC é que, em 2021, 30% dos CIOs não vão conseguir proteger a confiança do cliente por não se adaptaram a essa onda de crimes cibernéticos.

Porém, a consultoria aponta que 63% das organizações estão investindo em segurança cibernética na tentativa de construir uma confiança digital para os clientes, funcionários e parceiros.

Apesar desses investimentos, quase um terço dos líderes de TI não conseguirá superar totalmente as consequências de eventos adversos conforme a intensidade e a diversidade das ameaças aumentem, resultando no desgaste da confiança em seus negócios.

– O que o líder de TI pode fazer?

. Repensar a estratégia de gerenciamento de risco no novo contexto de aumento de ameaças e incerteza nos negócios.
. Criar objetivos e estratégias de confiança para concentrar esforços em iniciativas de alto retorno.

3. Executivos de TI deverão lidar com o estresse financeiro

A pandemia exigiu das empresas uma virada de chave em um curto espaço de tempo. Com esse cenário, as equipes de TI precisaram ser ágeis, usando atalhos para implementar soluções digitais ou melhorar a infraestrutura existente: sair do on premise para a nuvem em poucos dias, por exemplo.

Essa ausência de protocolos padrão de TI vai resultar, até 2023, em uma dívida técnica*. Para os CIOs e líderes de TI, será um momento de estresse financeiro, uma vez que esses executivos devem passar a ter certa resistência à agilidade na implementação de soluções digitais.

*Nota da redação:
Dívida técnica é uma dívida que a equipe de TI assume ao escolher uma solução fácil de implementar no curto prazo, mas que vai gerar impacto negativo a longo prazo. O termo foi criado por Ward Cunningham, programador americano e desenvolvedor da primeira ferramenta wiki.

Como destaca a IDC, contrair uma dívida técnica era inevitável no contexto da pandemia, resultando em obrigações futuras para mitigar as deficiências. Mas se ela não for controlada, continuará crescendo e eventualmente se tornará um obstáculo insustentável para a TI.

Por isso, esses líderes buscam oportunidades para projetar plataformas digitais que modernizem e racionalizem a infraestrutura e os aplicativos, ao mesmo tempo em que fornecem recursos flexíveis para criar produtos, serviços e experiências para funcionários e clientes.

– O que o líder de TI pode fazer?

. Fazer uma triagem das soluções de emergência impulsionadas pela pandemia e classificá-las em “boas o suficiente para manter”, “precisam ser corrigidas” e “devem ser retiradas ou substituídas”.
. Colaborar com os líderes de negócios para tentar eliminar as dívidas técnicas, mas ao mesmo tempo conseguir orçamento para modernizar os recursos de TI.

4. CIOs estarão mais próximos na tomada de decisão de negócios

A IDC acredita que, até 2023, 75% dos líderes de TI farão parte da tomada de decisão de negócios das empresas. O motivo é que a infraestrutura digital se torna, cada vez mais, o “sistema operacional da empresa”.

Nos próximos anos, a TI terá papel central na recuperação dos negócios, com liderança em tecnologia corporativa, mitigação de riscos e otimização de custos.

Com isso, os CIOs e líderes de TI terão a oportunidade e a obrigação de fornecer um “sistema operacional” corporativo composto de infraestrutura digital, inteligência e recursos de TI necessários para impulsionar seus negócios no futuro.

Isso vai exigir, aponta a IDC, algumas características desses executivos: empreendedorismo, visão e implementação. Em resumo, é ter a capacidade de criar e vender a visão para a empresa e, em seguida, fazê-la acontecer.

– O que o líder de TI pode fazer?

. Investir na sobrevivência a curto prazo, mas também na recuperação a longo prazo.
. Aproveitar as iterações rápidas com resultados tangíveis e reavaliar as necessidades conforme os ambientes evoluem.
. Fazer parcerias com os líderes de negócios, especialistas de indústrias e empresas de tecnologia para traçar estratégias capazes de mitigar os desafios atuais e de pavimentar o caminho para o futuro.

5. Líderes de TI serão responsáveis em acelerar a automação

E isso não significa algo ruim, pelo contrário. Até 2024, 50% dos CIOs vão acelerar a adoção de robôs e outras tecnologias para dar segurança e suporte a ambientes de trabalho distribuídos. Ou seja, que não necessariamente estarão dentro de uma infraestrutura física da empresa.

Com isso, a automação será uma prioridade para eliminar dependências humanas em sistemas e processos críticos para os negócios. O IDC descobriu que, em média, 16% da força de trabalho será substituída pela automação de IA nos próximos cinco anos.

Em resumo, o gerenciamento de mudanças em fluxos de trabalho, processos, na cultura organizacional e nos comportamentos dos funcionários está se tornando rapidamente um diferencial e requisito de trabalho para os CIOs.

– O que o líder de TI pode fazer?

. Gerenciar os processos de mudança e redesenhar as operações, já que os funcionários da linha de frente precisarão ser capacitados para trabalharem com máquinas.
. Ser transparente ao anunciar os planos de automação e trabalhar com o RH para gerenciar as preocupações dos funcionários sobre perda ou marginalização do emprego.
. Criar uma auditoria para as soluções de Machine Learning e Inteligência Artificial. Assim, será possível avaliar regularmente a relevância da entrada de dados, assim como da operação dessas tecnologias.

Principais destaques desta matéria

  • CIOs e líderes de TI terão novos desafios em 2021 por conta da pandemia de COVID-19.
  • Entre eles, o de criar estratégias de recuperação de negócios e capacitar colaboradores com dados.
  • IDC divulgou as principais tendências para os próximos anos e recomendações que esses líderes podem considerar.

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