Segurança

Compliance em TI: qual é a sua importância para a segurança da informação?

14/01/2021

Tempo estimado de leitura: 5 minutos

Como estabelecer requisitos de segurança digital para fornecedores e/ou atender as demandas de segurança de terceiros? Saiba mais neste post!

Se a sua empresa quer estabelecer operações de negócios em um determinado mercado ou com um determinado cliente, ter um compliance em TI bem estruturado é fundamental. 

Ainda mais se a conformidade com os dados sempre foi uma preocupação para as companhias e, ao mesmo tempo, uma dor de cabeça para profissionais de TI

O que dizer, então, nesse período em que muitas empresas aderiram massivamente o home office? Ou das leis regulatórias de privacidade que pressionam as companhias a adotarem as melhores práticas de segurança da informação

Hoje, os dados são praticamente a principal estrutura de uma organização e a segurança deles precisa estar presente em toda a cadeia – a nível local e global. 

Daí a importância do compliance em TI. Em resumo, essa prática é um processo de estabelecer requisitos de segurança digital para fornecedores ou atender a essas características de segurança de terceiros. 

Se, por exemplo, o seu negócio mantém operações com uma empresa da União Europeia, estar em conformidade seria atender aos requisitos tanto da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) quanto da GDPR

E isso vale para ambos os negócios: o seu e o da empresa europeia.  

No caso, o desafio para o profissional de TI é comprovar, através de softwares e sistemas, que todas as atividades estão dentro das políticas internas da empresa e também em conformidade com leis, diretrizes e regulamentações externas. 

Quando ele tem sucesso nessa jornada, a empresa ganha vantagem competitiva por atender aos padrões exigidos pelo mercado, assim como por expressar seu compromisso com a segurança digital.

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Compliance de TI não é Segurança da Informação

Mas ambas são necessárias dentro de uma organização. Isso porque a Segurança da Informação exige a adoção de tecnologias e estratégias para que uma empresa consiga proteger seus ativos. Já o compliance em TI é estar em conformidade com os órgãos regulatórios e normas da tecnologia da informação

Se, no passado, medidas mais técnicas eram aplicadas, hoje isso não é mais o suficiente. As ciberameaças estão mais sofisticadas, deixando cada vez mais a infraestrutura de hardware e serviços de nuvem vulneráveis. 

Basta ver os inúmeros casos de engenharia social que têm conseguido derrubar sites, serviços e vazar milhares de dados de clientes e usuários.  

Ano passado, um cibercriminoso se passou por uma assistente de Barbara Corcoran, jurada do reality show Shark Tank, e realizou um ataque phishing de quase US$ 400 mil. A fraude só foi descoberta quando a assistente foi questionada da transação. 

Por sinal, neste site você confere 10 casos famosos de engenharia social. Leia aqui

Assim, é imperativo que o compliance de TI esteja alinhado com a segurança da informação. Isso vai ajudar o líder de TI a manter a governança corporativa. Principalmente quando a computação em nuvem é destaque nas empresas. 

Muitas empresas adotaram soluções em nuvem para garantir a continuidade dos negócios em 2020. Porém, isso possibilitou maior risco cibernético quando cada colaborador passou a atuar de casa. 

A falta de uma governança corporativa pode abrir brechas de segurança. Basta um simples ataque de engenharia social para um criminoso ter acesso não autorizado aos sistemas e softwares da empresa. 

Se não existir uma governança, dificilmente a empresa terá um histórico de permissão de acesso a esses programas, quem tem acesso e qual o nível de acesso, colocando em xeque a segurança dos dados

E quando a segurança da informação está em risco, além da chance de um vazamento de dados, há a possibilidade de multas regulatórias, que vamos explicar no próximo tópico.

Quais são os regulamentos de conformidade em TI

Todo negócio precisa estar integrado às melhores práticas de segurança de dados do setor no qual está inserido. Apesar de muitas empresas estarem cientes de leis de privacidade e de dados, só isso não é o suficiente para a compliance de TI

Por exemplo, buscar a certificação do ISO 27000 vai mostrar para os clientes, fornecedores e parceiros que sua empresa possui as melhores práticas de segurança e está em conformidade com a LGPD e outros marcos regulatórios. 

Abaixo, listamos alguns certificados a que as empresas devem estar atentas para garantir a segurança da informação

  • ISO 27001: a norma diz respeito a sistemas de gerenciamento de segurança da informação. Ao segui-la, o líder de TI gerencia informações financeiras, propriedade intelectual, banco de dados de funcionários e dados sensíveis, garantindo a segurança de toda a base.
  • PCI DSS: sigla para Payment Card Industry Data Security Standard ou Padrão de Segurança de Dados da Indústria de Pagamento com Cartão. Qualquer empresa que aceite transações com cartão de débito ou crédito pode estar em conformidade ao comprovar que segue os 12 requisitos do PCI DSS.
  • HIPAA: a Lei de Responsabilidade e Portabilidade de Seguro Saúde estabelece um conjunto de normas e diretrizes para regulamentar informações, especialmente Informações de Saúde Protegidas (PHI) por seguradoras, provedores de serviços médicos e empregadores que fornecem seguro saúde.

Esses são apenas alguns regulamentos que farão toda a diferença para as empresas que seguirem as diretrizes impostas por eles. SOC, SOX, NIST SP 800-171, CCPA e até mesmo a GDPR são exemplos de conformidade que você pode conquistar.

Quais as melhores práticas de compliance para TI?

Como já citamos no texto, compliance em TI exige uma governança corporativa. Na definição da consultoria Gartner:

“Governança são os processos que garantem o uso eficaz e eficiente de TI, permitindo que uma organização atinja seus objetivos.”

Existem várias estruturas para auxiliar na governança e compliance de uma empresa. Duas de destaques são: 

  • ITIL: a Biblioteca de Infraestrutura de Tecnologia da Informação possui cinco pilares básicos que alinham os serviços de TI com os objetivos do negócio: estratégia, design, transição, operação e serviço.
  • CobiT: esse framework é uma estrutura de governança e gerenciamento para TI com o objetivo de facilitar a implementação lógica e organizada dos controles. É possível usar um conjunto de quatro domínios de processo para alinhar a TI com negócios.

Claro, ter o melhor dos dois mundos (TI e negócios) pode gerar ainda mais barreiras na hora de definir um compliance que garanta a segurança dos dados. Com o home office ainda em prática, como evitar o uso mal intencionado de softwares

Apesar de uma série de normas e regulamentos provarem que uma empresa está em conformidade, apostar em soluções tecnológicas pode viabilizar um projeto de compliance sem tantos percalços. 

Vale dizer que executivos de nível C têm um grande trabalho nessa jornada, já que precisarão gerenciar times e ganhar o apoio de funcionários para que as melhores práticas de segurança estejam em dia na organização.

Como estabelecer uma política de conformidade?

Em um cenário ideal, as empresas teriam sua própria área de compliance, em que C-Levels e analistas seriam os encarregados de gerenciar e supervisionar a conformidade com todos os regulamentos e mandatos aplicáveis. 

Assim, seria possível:  

  • Identificar riscos; 
  • Implementar controles de risco;
  • Gerar relatórios sobre a eficácia dos controles; 
  • Resolver problemas de conformidade;
  • Fornecer consultoria regulatória para a empresa;

Com essas responsabilidades bem amarradas, seria possível evitar danos à imagem da empresa ou à confiança do consumidor, custos em mitigação, já que a empresa passará a ter postura proativa sobre as ciberameaças

No entanto, estabelecer um compliance exige um monitoramento meticuloso de tudo que acontece em uma empresa. Porém, sabemos que ainda há um desafio grande: a educação cibernética dos funcionários. 

Ainda mais com o trabalho remoto, em que muitos, mesmo tendo uma máquina corporativa, usam o próprio dispositivo para acessar dados sensíveis. Essa TI invisível (saiba mais aqui) se torna uma barreira quando o assunto é compliance em TI.

Então, como a Embratel auxilia nessa jornada?

A Embratel tem um portfólio completo de soluções tecnológicas e consultivas que vai fornecer uma maior segurança da informação da sua empresa. 

Da Segurança de Aplicação (descubra mais aqui) ao Teste de Invasão (leia mais sobre aqui), o time de especialistas da Embratel está preparado para entender a sua empresa e fornecer as melhores metodologias do mercado. 

Além de lhe ajudar a estabelecer uma conformidade e governança, toda a sua empresa estará preparada para possíveis invasões e atualizada sobre as ciberameaças mais recentes, possibilitando uma postura proativa. 

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Repassando o que vimos neste post

  • Empresas de todos os setores devem ter uma estratégia de Compliance de TI.
  • Principalmente se elas buscam expandir suas operações para locais que possuem regulações de dados e privacidade.
  • Estar em conformidade não garante somente a segurança dos dados, mas as melhores práticas de tecnologia da informação dentro da companhia.
  • Evitando multas de leis como a LGPD e dano à reputação da marca.

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