na futurecom 2019, executivo da embratel palestra sobre 5G e internet das coisas

Futurecom 2019: Projetos de Internet das Coisas devem priorizar também a segurança

Falta de padronização e de integração de equipes em projetos de Internet das Coisas podem resultar em soluções IoT com vulnerabilidades.

A adoção da Internet das Coisas (IoT) e do 5G vai impactar a sociedade como um todo por trazer melhor velocidade de transferência dos dados, baixa latência e confiabilidade. Mas as duas tecnologias emergentes exigem também um investimento maior: segurança.

Foi essa a afirmação de Yanis Stoyannis, gerente de consultoria e inovação de Cyber Security da Embratel, no painel Next Generation Cybersecurity no Projeto e na Construção de 5G e IoT”, que aconteceu no Futurecom 2019, iniciado nesta terça-feira (29) em São Paulo.

Durante o painel, o executivo da Embratel comentou que o 5G chega para suportar a evolução da IoT, que agora é adotada a partir de investimentos em softwares definidos por rede e virtualização de rede e não mais uma rede dedicada apenas aos dispositivos de Internet das Coisas.

Mesmo assim, ainda há uma complexidade para as empresas garantirem a “segurança dos dados, das configurações dos dispositivos IoT e do armazenamento complexo dos dados”, como citou Yanis. Um motivo é que “há falhas no software quando você o desenvolve [para um projeto de IoT]”.

Sem contar também a falta de padronização dos dispositivos de IoT. “É necessário ter um padrão da indústria no quesito de segurança para evitar ataques que gerem a negação de serviços, saturação do link de internet ou indisponibilidade do servidor web”, falou Yanis.

Yanis deu como exemplo carros inteligentes. “Um software para essas máquinas é desenvolvido em códigos (Java, por exemplo) e geralmente possui mais de 100 milhões de linhas programáveis (escritas uma abaixo da outra). Devido a quantidade de linhas, nos dois últimos anos, hackers conseguiram aproveitar mais de 15 mil vulnerabilidades em plataformas de carros conectados para invadi-las com acesso de administrador”.

Ou seja, como explicou o executivo da Embratel, não é preciso de senha para invadir esses sistemas e ter total controle dos carros inteligentes. “Por isso a empresa precisa testar com eficiência para garantir a segurança da conectividade da rede”.

Segurança dos dispositivos de Internet das Coisas deve ser planejada desde o início

Outro ponto levantado no painel do Futurecom é que projetos de Internet das Coisas não trazem a segurança como padrão. Muitas companhias desenvolvem soluções para levar a tecnologia para outras empresas ou para o consumidor final e somente depois implantam camadas de segurança.

Na verdade, é preciso trabalhar numa cultura de segurança para que as empresas tenham sucesso nas soluções de IoT. “Desenvolver um projeto de IoT deve integrar todas as áreas da empresa. Pensar na segurança desde o início vai trazer vantagens”, comentou Yanis.

Quando os projetos de IoT são desenvolvidos com o apoio de uma equipe de segurança, a empresa consegue avaliar os riscos da solução, possíveis vulnerabilidades e prever maneiras de mitigá-las para evitar vazamentos e outros incidentes.

“As empresas podem olhar para algumas camadas de segurança como um Centro de Operações de Segurança (Security Operations Center – SOC), que vai trazer tecnologias como Inteligência Artificial e Machine Learning para garantir a disponibilidade dos dispositivos de IoT”, disse Yanis.

Principais destaques desta matéria:

  • Empresas apostam cada vez mais em Internet das Coisas (IoT) e 5G;
  • Mas soluções de IoT não priorizam a segurança, abrindo vulnerabilidades e possíveis invasões;
  • No Futurecom 2019, Yanis Stoyannis, gerente de consultoria e inovação de Cyber Security da Embratel, debateu sobre importância de testar os sistemas para garantir a disponibilidade dos dispositivos de IoT.

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