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5G e LTE: existem diferenças entre essas duas tecnologias?

28/07/2021

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Votação do edital do leilão do 5G no Brasil foi marcado para 18 de agosto. Entenda quais as diferenças entre a rede de quinta geração e a LTE.

Entre tantas idas e vindas, o Tribunal de Contas da União (TCU) marcou para o dia 18 de agosto a votação do edital do leilão do 5G no Brasil. Caso o texto seja aprovado, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) terá 12 dias para publicar as regras da licitação.

A promessa é a de que o 5G entregue maior velocidade de download e menor latência que a rede 4G. Isso significa uma internet ainda mais estável mesmo com um número maior de dispositivos conectados a ela.

Mas as diferenças entre essas duas redes param por aí? Não! E abaixo explicamos um pouco sobre o que cada tecnologia oferece para os negócios. Confira.

4G é o mesmo que LTE?

Vamos iniciar explicando algo que pode gerar algumas dúvidas entre usuários, clientes e empresas. É comum ouvirmos que 4G é o mesmo que LTE e vice-versa. Essa afirmação está correta, mas em partes.

O 4G em outros países – como Estados Unidos – usa redes HSPA+. Aqui no Brasil, HSPA+ é conhecida como 3G+ ou 3G Plus, dependendo da operadora. Logo, o 4G brasileiro é o equivalente ao 4G LTE lá fora.

Então, em uma viagem de negócios aos Estados Unidos, por exemplo, usar o 4G de lá será ter a mesma experiência de conectar o smartphone ao 3G+ no Brasil. A internet poderá até ser rápida, mas não irá oferecer a mesma velocidade e frequência que o 4G daqui fornece.

Portanto, ao longo do texto, ao ler 4G, lembre-se que é sinônimo de LTE, uma vez que estamos tratando do assunto com olhar para o Brasil.

5G e LTE: diferenças

Na teoria, o 4G pode atingir velocidades de download de até 150 Mbps. Já as de upload devem chegar até 50 Mbps. Mas isso vai depender da frequência utilizada pelas operadoras. Aqui no Brasil, a rede é distribuída em 5 bandas:

  • Banda 1: com frequência nominal de 2.100 MHz.
  • Banda 3: com frequência nominal de 1.800 MHz.
  • Banda 5: com frequência nominal de 850 MHz.
  • Banda 7: com frequência nominal de 2.600 MHz.
  • Banda 28: com frequência nominal de 700 MHz.

Na prática, a velocidade de download e upload pode mudar dependendo da geolocalização. Por exemplo, algumas operadoras utilizam a frequência de 700 MHz próxima a municípios do interior e que tenham poucos habitantes.

A frequência de 700 MHz tem maior alcance de cobertura, não exigindo muitas antenas nesses locais. Porém, ela possui menor capacidade de atender usuários simultâneos e a velocidade de download e upload é mais baixa.

Com o 5G, a expectativa é de levar maiores velocidades de internet, possibilitando empresas de diversos setores e a indústria a habilitarem mais dispositivos conectados, criando um ecossistema inteligente – carros autônomos e automação do chão de fábrica, por exemplo.

Outro benefício é fornecer banda larga de alta velocidade, sem a necessidade de as operadoras precisarem levar fibra ou cabeamento de cobre às empresas. Essas promessas devem ser cumpridas porque o 5G irá usar espectros de alta frequência:

  • 700 MHz: para melhorar o 4G e distribuir 5G, no futuro.
  • 2,3 GHz: o mesmo objetivo da frequência de 700 MHz.
  • 3,5 GHz: frequência voltada ao consumidor final.
  • 26 GHz: frequência pensada para banda larga fixa.

Minha empresa já pode considerar o 5G?

Apesar do 5G já estar presente em algumas partes do mundo, a tecnologia no Brasil deve começar a roda somente em 2022 ou nos anos seguintes. Globalmente, vai levar um tempo também para que a quinta geração de conectividade móvel substitua totalmente o 4G.

Uma pesquisa da Ericsson mostra que o LTE ainda é a rede de celular dominantes na maioria das regiões do mundo – 59% na América Latina, 78% na Europa, 83% no Nordeste da Ásia e 89% na América do Norte. Até 2026, a América Latina deve ter 18% de contratos 5G, segundo mostra o relatório.

Na visão de negócios, por ter maior largura de banda e baixa latência, o 5G não poderá ser ignorado lá na frente. Ainda mais se a sua empresa precisa de conectividade pelo uso constante de sensores conectados e redes IoT.

Por mais que não tenha sido lançada oficialmente, já existem iniciativas para criar casos de uso com 5G. Recentemente, a Embratel anunciou uma parceria com a Claro e SLC Agrícola no desenvolvimento de soluções baseadas na tecnologia de quinta geração.

Já a parceria entre a Embratel, Claro, Ericsson e o Centro Universitário Facens prevê a criação de um campus conectado com 5G. A ideia é possibilitar empresas, startups e academia a conhecer, testar, prototipar e escalar seus produtos e serviços para diversos segmentos.

Com essas e outras iniciativas, já é possível estudar possibilidades do impacto do 5G nos seus negócios. Mas até a rede ficar 100% organizada no Brasil, o 4G servirá às suas necessidades por um bom tempo.

Principais destaques desta matéria

  • Edital do leilão do 5G será votado em 18 de agosto.
  • Até ser totalmente instalada no Brasil, rede 4G ainda servirá para diversas demandas.
  • Saiba mais da diferença entre as duas tecnologias.

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