Inteligência Artificial

As diferenças entre a Inteligência Cognitiva e a Inteligência Artificial

13/11/2020

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Inteligência Cognitiva vai utilizar grande quantidade de dados e de processamento computacional para tomar decisão igual a um ser humano.

Você já ouviu falar sobre Inteligência Cognitiva (IC)? Apesar do termo ser semelhante ao de Inteligência Artificial, essas duas tecnologias não são a mesma coisa. E uma das principais diferenças é o algoritmo que irá aprender e executar as ações demandadas.

Algoritmos de IA são capazes de raciocinar, planejar e processar com base em métodos computacionais, lógicos e estatísticos. Porém, essas habilidades são limitadas aos recursos específicos dos próprios algoritmos.

Por exemplo, uma equipe desenvolve um algoritmo para analisar como melhorar a produtividade de um chão de fábrica. Contudo, a Inteligência Artificial construída para isso não consegue descobrir outra coisa, como por exemplo identificar as preferências gastronômicas dos colaboradores que trabalham no local para melhorar o cardápio do “bandejão” (para isso seria preciso criar um outro algoritmo).

Ou seja, máquinas inteligentes vão realizar ações para as quais elas foram programadas, não mais que isso. Daí você pode até se questionar: e os dados que as alimentam? São usados para resolver uma dor específica. No caso do chão de fábrica, a produtividade.

Quando se trata de Inteligência Cognitiva, a tecnologia vai fazer uso de um maior poder computacional e de dados para imitar funções cognitivas humanas. Ou seja, um algoritmo de IC vai entender, raciocinar e aprender como uma pessoa, que utiliza várias inteligências para executar uma ação.

Essa tecnologia, apesar de estar num nível embrionário nas empresas, pode realizar o processamento autônomo de grandes quantidades de dados. Assim, ela consegue fornecer soluções eficientes para diversas tarefas.

Na opinião da consultoria Deloitte, a IC é uma “tendência tecnológica em expansão. Este novo conceito pode muito bem ser a próxima revolução que melhora o crescimento da receita, eficiência operacional e gestão de risco” de uma organização.

Inteligência Artificial x Inteligência Cognitiva

Muitas organizações já se apoiam na Inteligência Artificial para tomar decisões. Esse modelo de negócio baseado em dados tem ajudado a democratizar a tecnologia, a tornando acessível até mesmo para empresas de pequeno e médio porte.

No Hype Cycle da consultoria Gartner, divulgado em julho deste ano, 30% das organizações planejavam aumentar os investimentos na tecnologia. Já outras possuíam iniciativas para alocar recursos e sistemas a fim de garantir o sucesso de projetos envolvendo IA.

Os bons e velhos clássicos exemplos de IA são os chatbots, para agilizar o atendimento ao cliente em lojas de e-commerce, e Machine Learning para entender e analisar o comportamento do consumidor e ofertar produtos de acordo com o perfil.

Porém, são ações limitadas no sentido de que a IA ainda precisa de uma pessoa humana: seja para inserir as variáveis ou para ser supervisionada.

E a Inteligência Cognitiva?

A Deloitte destaca que uma área que a IC pode dar relevância é a de segurança cibernética. Algoritmos cognitivos vão projetados para discernir até mesmo o menor dos padrões suspeitos em um grande volume de dados.

Esses algoritmos vão monitorar em tempo real e usar mecanismos de Machine Learning para se adiantar a possíveis ameaças o mais rapidamente possível, tentando minimizar os impactos de um ataque e garantindo a segurança da informação.

Isso acontecerá porque a Inteligência Cognitiva, ao contrário da IA, é desenvolvida a partir de um ecossistema de linguagens de programação e suítes de plataformas e ferramentas, todas trabalhando de forma integrada, para aprimorar as funções cognitivas.

Um exemplo de IC seria um veículo autônomo de nível 5. O carro seria capaz de realizar todas as inteligências que uma pessoa utiliza ao dirigir: observar a condição da estrada e do tempo, dos carros ao redor, de pessoas na faixa etc.

As vantagens de investir em um algoritmo cognitivo

Apesar de algoritmos cognitivos ainda não serem uma realidade constante nas empresas, investir em um vai exigir maturidade dos negócios. A tecnologia cognitiva vai exigir uma transformação digital que habilite a coleta massiva de dados a partir de processos 100% automatizados.

Pense em robótica e Internet das Coisas (IoT): os dados que essas tecnologias vão coletar devem ser armazenados em máquinas e softwares que vão suportar a alta demanda da computação cognitiva. Assim, é possível desenvolver um algoritmo capaz de reproduzir a inteligência humana.

No entanto, a tecnologia ainda é emergente e configurá-la é um desafio quando há baixo volume de dados e de maturidade nas empresas. Em um cenário do tipo, a chance de o viés ou de ruídos nos dados impactarem negativamente o algoritmo é alta.

Mas, quando projetada com sucesso, a Inteligência Cognitiva pode ser usada para automatizar predições e ajudar na tomada de decisão, assim como nos processos operacionais e responder diretamente às necessidades de um cliente. Porém, igual a um humano.

Principais destaques desta matéria

  • Inteligência Cognitiva é o uso de um algoritmo que irá tomar decisão igual a um humano.
  • Tecnologia é diferente da Inteligência Artificial, que é desenvolvida para resolver um problema específico.
  • Além disso, IC não precisa de uma supervisão humana como a IA, possibilitando novos modelos de negócio e receita.

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