Inteligência Artificial

3 novos olhares para Analytics e Inteligência Artificial em 2021

16/03/2021

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

Encontrar maneira de obter lucro, diminuir tempo de entrega e diversidade são alguns focos nos investimentos em Analytics e Inteligência Artificial.

Dominar a análise de dados exige constante olhar para como eles são coletados, armazenados e mensurados. Até o começo de 2020, ter insights a partir de plataformas de data analytics era uma das prioridades de investimento das empresas.

Então, tudo mudou com a pandemia.

Um ano depois, a análise de dados e até mesmo a Inteligência Artificial (geralmente usada para apoiar nas decisões) tiveram um rumo totalmente diferente do imaginado. A pandemia do novo cornavírus exigiu novas formas de trabalho, corte de orçamentos e impactou no uso de dados históricos.

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A sugestão da Gartner é que, para 2021, os times de data analytics devem deixar as técnicas tradicionais de análises (apoiadas em Big Data) para focar em dados “pequenos e amplos”. Ou seja, modelos que utilizam poucos dados, mas geram insights grandes e úteis para a empresa.

À medida que os líderes de TI e de negócios querem utilizar mais dados para tomar melhores decisões, esses executivos consideram integrar plataformas de Analytics e Inteligência Artificial nessa jornada. Assim, o site CIO.com destaca 3 olhares que é preciso ter para essas tecnologias.

1. Projetos de Analytics e Inteligência Artificial devem provar seu ROI

Antes da COVID-19, muitas organizações já tinham projetos de Analytics e Inteligência Artificial, mas muitos ainda atuando como provas de conceito. Não é que esse investimento vá mudar em 2021, mas as empresas agora querem colocar dinheiro onde entendem que terão um ROI.

Seria como um restaurante querer adotar um chatbot para agilizar o atendimento a seus clientes. Ele pode até comprar uma solução com IA, mas a pouca quantidade de dados não a deixa tão funcional assim. Em vez disso, ele pode adquirir um bot apenas para tirar dúvida do consumidor.

Após acumular dados dos clientes que utilizam a tecnologia, o restaurante pode entender com o time de TI como a Inteligência Artificial pode ser integrada ao chatbot e os possíveis cenários que o estabelecimento terá em relação ao retorno do novo investimento.

Saber onde e como vai investir se tornou mais que necessário depois da pandemia. “O primeiro imperativo era manter as luzes acesas e otimizar os custos”, diz Chandana Gopal, diretora de pesquisa de mercado de soluções de Business Analytics da IDC, ao site CIO.com.

Agora, para a executiva, as empresas se enxergam fazendo pivôs rápidos para buscar alternativas em direção a novos modelos e investimentos estratégicos. Tanto que será preciso reavaliar os projetos de transformação digital para entender quais oferecem mais eficiência e ROI.

Na opinião de Brandon Purcell, analista da Forrester, muitas empresas usavam Analytics e Inteligência Artificial com o objetivo de personalizar experiências, criar novos produtos e serviços ou se destacar da concorrência.

“Estamos em uma pandemia e as empresas estão precisando de dinheiro. Então elas estão começando a pensar mais sobre como usar a automação inteligente de processos operacionais para cortar a força de trabalho ou apenas reduzir o custo de entrega de produtos e serviços”, diz.

2. Automação inteligente ganha força

A agenda das empresas, quando o assunto é automação, foi alterada. Muitas agora tentam concentrar seus esforços nos processos de back-office e na resiliência de negócios. Para isso, combinam RPA, IA e ferramentas low-code e automação de processos digitais.

Todas essas tecnologias integradas dão força à automação inteligente. Craig Le Clair, vice-presidente e analista principal da Forrester, diz que ela impulsionará a RPA para outro nível, principalmente quando usada em colaboração com os funcionários.

Alguns casos de uso citados por Le Clair ao site CIO.com são a criação de agentes virtuais para conversar com os clientes, chatbots para ajudar os funcionários e o uso combinado com Machine Learning para dar suporte ao time.

Por sinal, o vice-presidente da Forrester acredita até que são as pequenas e médias empresas (PMEs) que se tornarão mestras ou especialistas em bots, porque terão maior participação nas interações com fornecedores, suporte técnico e partes interessadas.

Claro, apesar da automação inteligente começar a ter mais destaque nas empresas, ainda há um desafio. O time de TI terá que ajudar as organizações a automatizar fluxos de trabalho para coletar, processar e rotear conteúdo de maneira inteligente.

Não é um trabalho fácil, já que vai exigir um Centro de Excelência de TI (COE) nas organizações. Para a IDC, a previsão é que, até 2023, apenas 10% das empresas globais terão estabelecido um COE estratégico e específico para automação.

3. Empresas estão mais conscientes com o ESG

ESG (sigla para environment, social and governance) é o comprometimento das empresas em atuar de forma sustentável em três frentes: meio ambiente, responsabilidade social e governança corporativa. Mas, o que os dados têm a ver com isso?

Simples (e ao mesmo tempo um tanto quanto complexo). Mudanças climáticas, os movimentos MeToo e Black Lives Matter, a produtividade de funcionários em trabalho remoto se tornaram temas recorrentes em toda a sociedade.

Daí, como explica Mike Bechtel, futurólogo-chefe da Deloitte Consulting, 96% dos CEOs agora estão considerando a tecnologia de diversidade, equidade e inclusão como prioridade estratégica.

É um número bom de CEOs, mas somente 13% dizem que suas organizações estão prontas para entregar essa tecnologia, que faz uso de IA e ML para detectar linguagem tendenciosa em anúncios de emprego ou identificar quem dentro da organização é ideal para uma promoção.

É encorajador ver as organizações reconhecendo que este é um problema prioritário e que pode, em parte, ser resolvido com ferramentas de primeira”, diz Betchel.

Principais destaques desta matéria

  • O uso de Analytics e Inteligência Artificial pode fomentar novos modelos de negócio nas empresas.
  • Se antes as empresas usavam essas tecnologias para criar experiências, agora buscam com elas diminuir as entregas.
  • Confira 3 novos olhares que é preciso ter para os investimentos nessas tecnologias.

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