Inteligência Artificial

3 iniciativas tecnológicas focadas em melhorar a qualidade de vida

19/05/2021

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Pesquisas brasileiras ajudam a identificar sinais de autismo, transtornos mentais e até mesmo apneia do sono em pacientes.

A tecnologia tem sido uma forte aliada para as empresas criarem novos modelos de negócios. Porém, quando o assunto é qualidade de vida, ela tem tido papel de destaque ao fornecer soluções que vão ajudar a entender melhor o corpo e a identificar possíveis doenças. 

Em 2020, o Mundo + Tech trouxe até um artigo sobre como o MIT desenvolveu uma Inteligência Artificial para criar um antibiótico capaz de matar superbactérias. Já a Universidade de Stanford usou a tecnologia para montar um teste que auxilia no diagnóstico de acuidade visual.

Recentemente, 3 iniciativas brasileiras foram destaque nos portais de notícias. São projetos que visam ajudar médicos e pacientes a entenderem como melhorar a qualidade de vida a partir de monitoramentos apoiados pela tecnologia.

1. Assistente virtual ajuda a otimizar diagnóstico de autismo

Diagnosticar um Transtorno de Espectro do Autismo (TEA) em uma pessoa ainda é um desafio, e dificulta um tratamento que possa ajudar em seu desenvolvimento e habilidades. Sem contar com o comprometimento de sua qualidade de vida. 

Para ajudar a identificar sinais de autismo, a psicóloga Andressa Roveda e o empreendedor Leandro Mattos, da startup catarinense CogniSigns, criaram a V.E.R.A. (Virtual Empathic Robot Assistant), uma assistente virtual que vai conversar com o paciente e com o cuidador.

A conversa funciona como uma rede social, em que as pessoas respondem a uma série de perguntas baseadas nos protocolos de saúde aplicados pela comunidade médica global, recomendada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Em um segundo momento, a tecnologia vai usar a visão computacional, enquanto o paciente assiste a um vídeo, para capturar, classificar e compreender a imagem para transformá-la em dados. A solução é voltada para crianças, jovens e adultos. 

Como explica Roveda ao site VivaBem, do UOL, a tecnologia não faz “diagnósticos para o TEA, apenas realiza uma triagem digital rápida, inteligente e de baixo custo. Os dados levantados podem servir como ferramenta de apoio para médicos durante diagnóstico e tratamento.”

A matéria do VivaBem ouviu, também, duas especialistas em TEA sobre a tecnologia. Luciana Garcia, neuropsicóloga, doutoranda em autismo, coautora do livro “Autismo: um olhar por inteiro” e diretora da Clínica Sinapses (SP), e Adriana Mandia Martirani, neuropediatra do Hospital Sírio-Libanês e do Hospital de Julho (SP), acreditam que a ferramenta pode levar uma pessoa a buscar ajuda médica para ter um diagnóstico precoce ou até mesmo iniciar um tratamento. 

2. PLN quer identificar se jovens têm perfil depressivo

Pesquisadores das áreas de computação, medicina e psicologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com a FAPESP, desenvolveram um algoritmo de processamento de língua natural (PLN) para identificar se uma pessoa possui perfil depressivo.

A tecnologia vai analisar os textos publicados nas redes sociais para alertar se é preciso uma intervenção rápida em casos de possíveis transtornos de saúde mental. Isso será possível porque um relógio com sensores enviará sinais fisiológicos dos participantes do estudo clínico. 

“Estamos, neste momento, com os pesquisadores da área da saúde que integram o projeto, identificando que palavras e expressões são essas”, contou Vânia Paula de Almeida Neris, docente do Departamento de Computação responsável pela iniciativa, ao site da FAPESP.

O Amigo Virtual Especializado (Amive), fase inicial do projeto, terá um perfil em rede social para interagir com os participantes do estudo. A partir do PLN, ele aprenderá um conjunto de palavras e expressões que indicam um possível perfil depressivo (PPD) para analisar os pacientes. 

“O desafio é capturar o conhecimento humano e fazer uma máquina reproduzi-lo, ou seja, passar para o modelo computacional os indícios que nós detectamos em palavras e textos que aparentam estados mentais negativos, depressivos, de angústia, de algum tipo de problema”, disse Helena de Medeiros Caseli, integrante da equipe. 

Porém, ao ter maior conhecimento sobre palavras e expressões, novos algoritmos irão alimentar o Amive, que, com o tempo, passará a criar postagens automáticas e enviar mensagens no modo privado para ajudar a pessoa a identificar um perfil depressivo. 

Já os sensores serão usados para entregar resultados objetivos aos pesquisadores, como batimentos cardíacos e outras medidas captadas pelo acelerômetro e giroscópio durante um estado depressivo ou de ansiedade. 

3. Aplicativo traz agilidade no diagnóstico de apneia do sono

A apneia do sono atinge um em cada três brasileiros e identificá-la, até então, no método tradicional é um processo demorado. Até porque, a pessoa precisa ficar deitada numa cama e presa a uma série de fios e sensores, com o resultado saindo em uma noite.

Um projeto desenhado e validado pelo doutor Geraldo Lorenzi Filho, diretor do Laboratório do Sono do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas, ajuda a acelerar o diagnóstico de apneia. Com um pequeno equipamento colocado no dedo e conectado a um aplicativo é possível ter: 

  • Taxa de oxigenação.
  • Batimentos cardíacos.
  • Movimentação durante o sono.

Volume do ronco.

Como mostra uma matéria do Jornal da Record, todas essas informações são analisadas por um sistema de Inteligência Artificial que, no dia seguinte, mostra um possível diagnóstico para a pessoa.

Segundo Lorenzi Filho, a solução foi testada em 304 pacientes que também realizaram o método tradicional de diagnóstico. A taxa de sucesso da tecnologia, segundo o médico, foi de 90%. Confira a seguir, a matéria do Jornal da Record sobre o aplicativo.

Principais destaques desta matéria

  • Tecnologias têm ajudado setor da saúde a desenvolver soluções para a sociedade.
  • São soluções que ajudam a monitorar uma pessoa e identificar sinais de possíveis doenças
  • Confira 3 iniciativas tecnológicas brasileiras que ajudam a levar melhor qualidade de vida.

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