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Qual impacto a computação em nuvem traz para as empresas?

03/06/2020

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

Poder da computação em nuvem foi tema do Embratel Talks. Reveja a segunda edição do webinar

Você sabe dizer como a computação em nuvem está inserida em nosso dia a dia? Seja na troca de e-mails, nas reuniões por videoconferência ou no desenvolvimento de uma loja virtual, todas essas possibilidades são impulsionadas pela tecnologia.

Isso vai além do papel que a nuvem exercia quando surgiu lá em 2010. Se antes ela era vista como elemento de redução de custo, hoje a tecnologia impulsiona a transformação digital de muitas empresas.

E engana-se aquele que pensa que a computação em nuvem não é para todos. Pelo contrário, todas as organizações de todos os portes e segmentos devem encarar a tecnologia como fomento à inovação.

Essa foi uma das discussões no segundo Embratel Talks, que trouxe a seguinte provocação: “por que o futuro (e o presente) dos negócios está na nuvem?”

Com mediação do jornalista da CBN Pedro Doria, o encontro contou com a presença de Tomaz Oliveira, da Embratel, Jacson Barros, do DATASUS – Ministério da Saúde, Ricardo Cappra, do Cappra Institute for Data Science, e Rodrigo Diestmann, da MobiCare.

“Todas as empresas em todos os segmentos estão inseridas nesse contexto de transformação [trazidas pela nuvem].”

Tomaz Oliveira, Embratel

A computação em nuvem hoje

Não há como negar o potencial da nuvem no cenário atual. Só neste ano, a previsão é que este mercado feche em US$ 3,5 milhões, um aumento de 36,6% em relação a 2019, segundo previsão da consultoria IDC.

Como destacou Tomaz Oliveira, da Embratel, durante o webinar, a computação em nuvem “mudou drasticamente [de 2010 para cá] e é muito mais que um elemento de tecnologia. É um acelerador de negócios e habilitador de inovação”.

É ela que vai trazer “flexibilidade, agilidade, resiliência e facilidade para as empresas reagirem às oportunidades de mercado ou às intempéries (como a pandemia do novo coronavírus)”, explicou Tomaz Oliveira.

Sem contar que, dependendo da maturidade do seu negócio, vai potencializar o uso de outras tecnologias de ponta, como Inteligência Artificial e Blockchain.

Como a tecnologia em nuvem ajudou o Ministério da Saúde?

A pandemia do coronavírus exigiu respostas rápidas de empresas do setor público e privado. Foi assim com o Ministério da Saúde, que viu o número de acessos no site crescer a ponto de instabilizar o data center do órgão.

Além disso, a pasta precisava coletar e disponibilizar os dados clínicos de testes de COVID-19 para as unidades de atendimento do SUS. “Precisávamos coletar rapidamente dados de 16 mil pontos de contato para tomar uma decisão ágil”, comentou Jacson Barros durante o webinar.

Diante dessa situação, outros desafios foram surgindo, segundo Barros. “Tínhamos uma grande capacidade para coletar os dados, mas não tínhamos capacidade para disponibilizá-los”. Como reverter esse cenário? Com a computação em nuvem.

“Imagina criar sistemas para 16 mil pontos de coleta de informação. Por conta da cloud, provemos esses sistemas em dias. Ainda levamos ¼ do data center para a nuvem, o que permitiu também estabilizar o acesso ao site do Ministério da Saúde”, complementou.

A tecnologia possibilitou também o desenvolvimento de um aplicativo em poucos dias. “Precisávamos converter um aplicativo com pouco uso em um novo aplicativo sobre coronavírus. Se não fosse a nuvem, não iríamos conseguir responder a expectativa da população brasileira”, disse Jacson.

“O aplicativo saiu de uma escala de mil acessos para milhões de acesso simultâneos. A cloud possibilitou aos usuários usarem o aplicativo sem travar.”

Jacson Barros, DATASUS

Os mitos sobre a segurança da computação em nuvem

Não há como negar que, quando o assunto é computação em nuvem, a segurança da tecnologia sempre é questionada. Mas, sim, os provedores de nuvem são extremamente seguros, como afirmou Tomaz Oliveira no webinar.

“Existe uma série de redundâncias do data center [responsável pela disponibilidade da nuvem], seja de dados, dos links, de conexões elétricas, entre outras capazes de manter a funcionalidade [das soluções em nuvem]”, destacou Oliveira.

No entanto, empresas que adotam a nuvem precisam prestar atenção na cultura de segurança. “A grande questão é: ‘será que a minha empresa, em um contexto mais amplo, está segura?”, provocou Tomaz.

O executivo usou como exemplo um ataque DDoS. “Será que os links da empresa que chegam no data center estão protegidos contra esse tipo de ataque, que derrubam diversos sites? A segurança perimetral está bem-feita?”, questionou.

O futuro dos negócios com a nuvem

A computação em nuvem já fornece uma série de recursos para o fornecimento de serviços. “Eu diria que você tem mais controle ferramental e isso compõe os atributos que levam as empresas a adotarem a cloud”, comenta Rodrigo Diestmann, da MobiCare.

A tecnologia ainda permite as empresas aproveitarem melhor os dados. “Dados estão em tudo que a gente está fazendo, em nossos smartphones, em nossas casas e isso só é possível por um armazenamento diferente do que tínhamos anos atrás”, disse Ricardo Cappra.

Para Cappra, a cloud estava também vinculada ao armazenamento de dados. “Hoje, a nuvem possibilita observar e analisar a pandemia do novo coronavírus em tempo real. Isso é possível graças ao poder da nuvem – da coleta ao tratamento, modelagem e uso dessa informação”.

O cenário futuro é de maior democratização da Tecnologia da Informação, defende Cappra. “Muitas empresas associam a maturidade analítica a ter todos os dados disponíveis para a tomada de decisão, mas há essa estratégia de conjunto mínimo de dados, ou small data”.

Com um conjunto mínimo de dados, as empresas terão o suporte necessário no processo decisório. “Não será preciso armazenar tudo. As empresas podem agrupar os dados em pequenos lotes para ter mais agilidade. É uma democratização analítica”, explica Cappra.

Quer saber mais como a computação em nuvem pode mudar seus negócios? Confira abaixo o que aconteceu no segundo Embratel Talks:

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