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3 exemplos de como o modelo as a Service pode melhorar uma empresa

20/05/2020

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

Provedores de soluções em nuvem trabalham no modelo as a Service, levando mais flexibilidade e controle nos gastos do orçamento de uma empresa.

A computação em nuvem se tornou a principal tecnologia para empresas que buscam digitalizar seus processos e reduzir custos ao mesmo tempo. Isso é possível, porque os principais fornecedores de soluções cloud trabalham no modelo as a Service.

Ou seja, são soluções ofertadas como serviço, em que você vai pagar somente pelo que for utilizado. No modelo tradicional, os gastos com processamento, memória e eficiência energética dos servidores variam mensalmente, comprometendo o orçamento.

Atualmente, são três os principais tipos de computação em nuvem, como já explicamos neste post do Mundo + Tech:

  • IaaS (Infraestrutura como Serviço): é quando um provedor fornece uma infraestrutura de data center sob demanda: armazenamento, rede e virtualização. A Netflix, por exemplo, hospeda o catálogo de filmes e séries nesse modelo.
  • SaaS (Software como Serviço): é a disponibilidade de um software, por meio de um provedor de nuvem, que pode ser acessado pela internet. Ferramentas de produtividade, como e-mail ou Microsoft Teams, são exemplos deste modelo.
  • PaaS (Plataforma como Serviço): é a utilização de ferramentas de hardware e software do fornecedor pela internet para o desenvolvimento de aplicativos. Assim, desenvolvedores não precisam criar o código de uma aplicação desde o início. Seria como contratar um local para fazer um show e não construir um local somente para o show.

Modelo as a Service: Cloud x On Premise

A adoção de soluções cloud ainda é algo “recente” – a comercialização da tecnologia começou a ser feita na segunda metade da primeira década deste século.

Se muitas empresas mantinham seus sistemas de TI localmente, a nuvem era, até então, apenas desenhos abstratos e brancos no céu. Porém, a tecnologia tem promovido a transformação digital, ainda mais no período de pandemia.

Um recente estudo da consultoria Market Research Inc prevê que este mercado tenha uma taxa de crescimento anual composta (CAGR, sigla em inglês para Compound Annual Growth Rate) de 18% até 2025.

Isso significa que os data centers vão morrer e serão substituídos por plataformas em nuvem? Não, eles passarão por uma transformação. Neste outro post do Mundo + Tech você descobre mais sobre o assunto.

Pense o seguinte: quando toda a sua operação está em um data center, a sua empresa é a responsável pelo gerenciamento do espaço físico. Isso gera grandes despesas, ainda mais quando for momento de trocar as máquinas e outros equipamentos.

Em um modelo as a Service, cabe aos provedores cloud esse papel de gerenciamento, enquanto as responsabilidades da sua empresa serão mínimas, dependendo da solução adotada. Na imagem abaixo, criada pelo HostingAdvice, você confere um detalhamento dos tipos de nuvem:

3 exemplos práticos de soluções as a Service

Elasticidade. Talvez essa seja uma das maiores vantagens de soluções em nuvem, porque o ambiente cloud funciona como um lego. Você tem o contrato com custo básico de infraestrutura e, quando for necessário, pode escalá-lo com previsibilidade dos gastos para aquele momento.

Abaixo, você confere 3 exemplos práticos de como o modelo as a Service vai fornecer um gasto consciente do orçamento da sua empresa.

1. Recursos Humanos

O departamento de Recursos Humanos da sua empresa fecha a folha de pagamento num único dia do mês, por exemplo, todo dia 20. Embora você tenha uma plataforma de RH na nuvem, o contrato tem um preço fixo, te dando toda a previsibilidade de gastos.

Porém, a plataforma exige maior processamento e memória no dia de fechamento da folha. Para evitar queda do serviço e indisponibilidade do sistema, você contrata mais recursos somente para este período do mês.

Então, se o provedor de nuvem disponibiliza duas máquinas virtuais para a plataforma de RH, sempre no dia 20 ele vai dobrar essa capacidade. Você pagará por esse adicional somente por um dia, o que te permitirá total controle dos custos.

2. E-commerce

Com a pandemia do coronavírus, muitos consumidores passaram a comprar cada vez mais online. Isso pode gerar uma sobrecarga nos serviços, levando o seu negócio a perder receitas e até mesmo clientes.

Se a demanda está alta, comprar hardware pode ser arriscado, já que as máquinas ficariam obsoletas passado o período de pico. Com um provedor cloud, é possível aumentar a infraestrutura do data center com base no consumo, de forma semelhante à cobrança de energia, por exemplo.

Assim, você consegue criar cargas de trabalho temporárias na nuvem para acessar, monitorar e gerenciar o data center e garantir a disponibilidade do seu negócio. Além de ter uma ideia de quanto isso vai custar, você economiza também espaço físico.

3. Atendimento ao consumidor

Ainda olhando para o coronavírus, diversas empresas de contact center precisaram adaptar o modelo de negócio devido ao home office. Como manter o atendimento de qualidade se a equipe está reduzida e a tecnologia é legada?

Primeiro, uma plataforma de contact center na nuvem vai ter alta disponibilidade. Isso significa que você vai conseguir ter softwares de chamada instalados nas máquinas dos colaboradores, estejam eles em casa ou na empresa.

Geralmente essa solução possui um valor fixo. Então, se hoje você trabalha com 10 pontos de atendimento (PA) e precisa expandi-los para 15, você terá a ideia de quanto pagará no fim do mês. Passado o período de alta demanda, é possível desativar os PA adicionais sem custos.


Principais destaques desta matéria

  • Modelo as a Service traz mais flexibilidade e controle dos gastos de uma empresa.
  • Geralmente, provedores de solução em nuvem trabalham com esse modelo, ajudando companhias no gerenciamento de plataformas em um ambiente cloud.
  • Confira 3 exemplos de como o orçamento pode ser mais bem aproveitado em soluções as a Service.

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