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O que o varejo brasileiro pode aprender com a China?

Conheça quatro ações que levaram o comércio da China a ser destaque no varejo mundial e em que o setor nacional pode se inspirar.

Não se pode negar que a China tem bons cases no varejo. Baidu, Alibaba e Tencente (representadas pela sigla BAT) são três empresas que transformaram o setor com a adoção de várias tecnologias, como:

  • Inteligência Artificial,
  • Big Data,
  • Mobile Pay.

São tecnologias que aproximaram mais o consumidor das marcas e melhoraram a experiência do usuário que busca tanto lojas físicas quanto lojas on-line. Para essas empresas, a adoção dessas tecnologias trouxe redução nos custos operacionais e aumento nas vendas.

Todo esse investimento pode ser visto no último relatório do Escritório Nacional de Estatísticas da China, ligado ao Conselho de Estado da China.

No primeiro semestre de 2019, as vendas no varejo foram de U$ 2.83 trilhões, aumento de 8.4% em relação ao mesmo período de 2018.

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Sem contar que essas três empresas passaram a ser vistas como potências globais do varejo, principalmente entre os consumidores aqui do Brasil.

Uma pesquisa de 2018 da Pitney Bowes, consultoria especializada em tecnologia de rastreamento postal, mostrou que:

  • 50% dos brasileiros que compram on-line buscam os produtos em sites chineses;
  • O segmento de Eletrônicos (31%) é o que mais movimenta o tráfego entre os dois países;
  • Moda (29%) e Informática (27%) são os outros dois segmentos mais procurados pelos consumidores.

Varejo chinês impulsiona tendências

Como já citamos no início do texto, a China se destaca como potência mundial no varejo pelo grande investimento em tecnologia e inovação. Por isso, o país consegue estabelecer tendências e também vender para os quatro cantos do globo.

E empresas chinesas olham muito para o Brasil. Recentemente, a AliExpress (que pertence à Alibaba) inaugurou a primeira loja física no País, localizada em Curitiba (PR). Já uma pesquisa da Ebanx, startup de pagamento, revelou que sites chineses lideram compras online entre brasileiros.

Mas como essas empresas chinesas lançam tendências? Veja a seguir alguns pontos que levaram o comércio da China a ser destaque no varejo mundial e em que o setor brasileiro pode se inspirar:

Foco no marketplace

Marketplace não é uma palavra nova no Brasil. O conceito pode ser explicado como um ecossistema em que vários vendedores comercializam seus produtos a partir de uma mesma plataforma.

Um exemplo é a Magazine Luiza. Além de vender seus próprios produtos, o e-commerce também criou uma plataforma para concentrar os produtos de vendedores parceiros em um único site.

O problema é que esse movimento ainda é tímido no Brasil. O AliExpress, por exemplo, por concentrar lojas de vários segmentos em sua plataforma, consegue trabalhar preços mais competitivos.

Pagamento

O pagamento móvel também começa a crescer no Brasil, mas esse movimento já não é novidade na China. O WeChat, aplicativo semelhante ao WhatsApp, possui um sistema de pagamento interno. Com isso, o usuário nem precisa tirar o cartão de crédito da carteira.

Quando olhamos para o varejo físico, muitas lojas na China já trabalham no modelo self-service, em que os usuários fazem o pagamento em totens de checkout disponibilizados nos estabelecimentos ou por meio de aplicativos de pagamento.

Outra tendência de pagamento é a utilização de voz como senha para validar as transações. É uma solução em desenvolvimento pela Baidu. Com ela, o usuário poderá conversar com um robô para fazer pedidos e também autorizar o pagamento das compras.

Já o Alibaba testa o recurso Smile To Pay. Nesse tipo de pagamento, o rosto do consumidor serve como senha para liberar as transações. Como sugere o nome da solução, basta sorrir para pagar as compras feitas.

Compra e entrega

Mais uma vez o Alibaba mostra que está à frente na inovação do varejo. A marca é responsável pela rede de supermercados HeMa. Nesses estabelecimentos, as compras podem ser feitas de duas maneiras:

  • por aplicativo, em que as compras são entregues em até 30 minutos na casa do cliente;
  • direto na loja, onde todos os processos são automatizados e não há interação com funcionários, nem pagamento com dinheiro de papel.

Comodidade

O processo em um estabelecimento físico é geralmente assim: cliente coloca compras no carrinho, retira para colocá-las na esteira do caixa para, novamente, colocá-las no carrinho.

Para economizar tempo, o Baidu trabalhou numa solução de reconhecimento de objetos. É uma câmera inteligente que consegue ler todos os produtos de um carrinho e calcular o preço total da compra.

As lições que o varejo brasileiro pode aprender

O varejo chinês cresce rápido pela adoção e teste constante de novas tecnologias. As empresas do país não desenvolvem soluções para lançá-las já no estágio final. Pelo contrário, vão atualizando conforme as demandas e aceitação dos clientes.

Será que o seu negócio usa as diferentes tecnologias para permitir uma jornada positiva, colocando o cliente em primeiro plano?

Principais destaques desta matéria:

  • China é referência na adoção de tecnologias no varejo para melhorar experiência do cliente;
  • Empresas do país lançaram tendências em pagamento, entrega de produtos e conveniência;
  • Entenda quais as lições o setor brasileiro pode ter com a China.

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