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Por que projetos de Internet das Coisas falham

Por que projetos de Internet das Coisas falham?

Não definir um caso de uso é um dos motivos para que empresas percam dinheiro em projetos de Internet das Coisas.

A Internet das Coisas (IoT) é uma tecnologia emergente que já está no radar das empresas brasileiras e globais.

Um novo relatório da Gartner ilustra bem este momento. A empresa de consultoria prevê que o mercado corporativo de IoT aumente para 5,8 bilhões de dispositivos endpoints em 2020. É um crescimento de 21% em relação a 2019.

Esses dispositivos endpoints são hardwares responsáveis em receber as informações dos dispositivos IoT e enviá-los para a nuvem para análise.

Para a Gartner, os setores com maior taxa de crescimento de dispositivos endpoints no próximo ano são:

  • Automação predial (42%);
  • Indústria automotiva (31%),
  • Saúde (29%).

Desafios dos projetos de IoT

Embora a tecnologia traga expectativas positivas para as empresas, elas encontram alguns desafios na hora de colocar projetos de IoT em prática, segundo a pesquisa IoT Signals.

Falta de força de trabalho
A falta de talento e treinamento é um desafio para quase metade das empresas que já adotaram ou pensam em adotar a Internet das Coisas.

– Segurança
As empresas estão preocupadas em rastrear e gerenciar os dispositivos IoT. Para isso, esperam investir em mais endpoints e em outras camadas de segurança, como criptografia e autenticação.

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Por que projetos de Internet das Coisas não vingam?

“Projetos de Internet das Coisas vão falhar se você não tiver um objetivo claro para eles”, aponta o professor Henrique Poyatos, coordenador acadêmico da Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP).

Como ele explica, a Internet das Coisas ainda está acontecendo e muitas empresas estão se movimentando para implementar um projeto só porque “o mercado está fazendo”.

Ou seja, muitas empresas investem em IoT sem ao menos definir como a tecnologia pode impactar os negócios. Fazem apenas para não perder competitividade no mercado.

Mas perdem pela falta de planejamento. O resultado é um gasto de orçamento acima do esperado e projetos que não mostram benefícios reais.

“IoT é estratégico e pode trazer mais produtividade para as empresas. Mas elas devem avaliar se há uma necessidade de ter um projeto do tipo”, avalia Poyatos.

O que fazer antes de decidir por seguir com um projeto de IoT?

As dicas que o professor dá para diminuir a “taxa de mortalidade” de projetos de IoT são as seguintes:

  • Olhar os processos internos: “é pensar se a solução de IoT vai ajudar ou não os negócios da empresa. É preciso mapear se o projeto tem viabilidade econômica porque não adianta gastar dinheiro se não tem viabilidade”.
  • Pensar a médio e longo prazo: “o benefício de um projeto vai ser colhido a médio e longo prazo. Às vezes, a empresa não vai conseguir nem medir quanto está economizando com a IoT. É preciso pensar que, às vezes, você não vende mais, mas otimiza processos internos. Então como mensurar isso para mostrar aos tomadores de decisão que isso é benéfico?”.
  • Aceitar que erros podem acontecer: “vamos olhar para uma estufa artificial no agronegócio. Você não vai colocar apenas um sensor de temperatura nela e sim vários porque o sensor pode ser de baixa qualidade. Ou seja, ele pode falhar a qualquer momento ou não ser calibrado. Com vários sensores, você aceita essa confusão, mas por ter muitos, você consegue analisar os dados e tirar a melhor interpretação deles”.

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Por que adotar soluções de Internet das Coisas?

Adotar a Internet das Coisas vai permitir que sua empresa tenha mais eficiência, produtividade e segurança nos negócios.

Embora a prova de conceito seja a maior barreira para entender como a IoT vai impulsionar seus negócios, abraçar este desafio tem como consequência o aumento do ROI nos próximos anos.

Principais destaques desta matéria:

  • Internet das Coisas (IoT) está em um estágio inicial nas empresas brasileiras;
  • Mas muitos projetos falham porque empresas não têm caso de uso específico para IoT;
  • Gartner prevê aumento de 21% no número de dispositivos endpoints de IoT;
  • Especialista mostra 3 dicas do que levar em conta antes de criar um projeto de IoT.

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