Logo Embratel

Tudo sobre TI, Telecom e Mobilidade

O que é Inteligência Artificial Aumentada

O que é Inteligência Aumentada e como ela vai trazer valor para o seu negócio

Inteligência Aumentada busca complementar o desempenho cognitivo do ser humano. Empresas devem adotá-la de forma massiva até 2030, aponta a Gartner.

Principais destaques:

  • Inteligência Artificial vai gerar valor global de negócios de US$ 2,9 trilhões;
  • Previsão vai ser impulsionada pela Inteligência Aumentada, segundo a consultoria Gartner;
  • Entenda o que é a tecnologia e como ela pode impactar os negócios.

A Inteligência Artificial vai gerar US$ 2,9 trilhões (R$ 11,63 milhões) de valor global de negócios e 6,2 bilhões de horas de produtividade até 2021, aponta a consultoria Gartner. Essa previsão global se apoia na Inteligência Aumentada, considerada uma “nova geração” da tecnologia.

Embora semelhantes, a Inteligência Aumentada é uma tecnologia que pode complementar e/ou melhorar o desempenho cognitivo do ser humano. “É sobre as pessoas aproveitarem o máximo da Inteligência Artificial”, explica Svetlana Sicular, vice-presidente de pesquisa da Gartner.

A expectativa é que a Inteligência Aumentada seja adotada com foco na experiência dos clientes e no suporte a tomada de decisões, afirma a Gartner. Até 2030, a tecnologia irá representar 44% do valor global de negócios, ultrapassando outras iniciativas da Inteligência Artificial.

FIQUE POR DENTRO: Conheça as tecnologias por trás da Inteligência Artificial

Inteligência Aumentada x Inteligência Artificial

A Inteligência Aumentada pode até parecer um nome novo para muitos, mas ela já está no cotidiano de muitas empresas há um bom tempo. Por exemplo, a tecnologia pode, por meio da análise de dados, apoiar as decisões de um médico sobre determinado diagnóstico.

Ou seja, são aplicações que irão complementar as habilidades cognitivas (planejamentos e análises) do profissional, independentemente do setor. É uma tecnologia que não tem um potencial totalmente conhecido, mas comunidades acadêmicas e empresas já começam a explorá-la.

Já as soluções baseadas em Inteligência Artificial têm o intuito de automatizar os processos de uma empresa ou até mesmo as atividades cognitivas de um colaborador. É uma forma de evitar que o funcionário realize tarefas repetitivas, ganhando tempo de produção e reduzindo custos.

Mas o problema da Inteligência Artificial é que ela não é capaz de interpretar os dados de uma maneira que consiga tomar uma decisão justa. Sem contar também na questão do viés, que pode gerar um comportamento predatório nos negócios de uma empresa.

Por que as empresas olham para a Inteligência Aumentada?

Porque já existem maneiras de enganar a Inteligência Artificial. Um exemplo é o deepfake. A técnica de manipulação de imagens é baseada em algoritmos GAN – em que o Gerador vai tentar enganar o algoritmo Discriminador. Quando consegue, o conteúdo falso finalmente é gerado.

Quer mais um exemplo? Na Def Con 2017, conferência mundial sobre hacking nos Estados Unidos, uma empresa demonstrou como uma Inteligência Artificial foi capaz de enganar outra por meio de uma aplicação de código aberto (open source).

Os pesquisadores criaram um malware baseado em Inteligência Artificial que se mostrou indetectável por vários softwares de antivírus. Ele foi treinado por 15 horas e teve 100 mil iterações. Em 16% das amostras, o código malicioso foi ignorado pelos programas.

Isso foi possível porque todo mecanismo de Inteligência Artificial tem pontos cegos e permite que um projeto baseado na tecnologia seja explorado por outros sistemas de IA. As consequências são problemas para a empresa como interrupção do serviço e até mesmo vazamento de dados.

É hora da sua empresa olhar para a Inteligência Aumentada

Soluções de Inteligência Artificial não conseguem resolver todos os problemas. Quando a Inteligência Aumentada é aplicada, ela permite reduzir erros de um projeto ao mesmo tempo que consegue escalá-lo.

“O objetivo [da Inteligência Aumentada] é ser mais eficiente com a automação, ao mesmo tempo em que a complementamos com um toque humano e senso comum para gerenciar os riscos que uma decisão automatizada pode trazer”, comenta Sicular, da Gartner.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *