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Sérgio Alexandre, da PwC, fala sobre ser digital na Amcham Talks 2019

4 perguntas sobre ser digital para Sérgio Alexandre, da PwC

A inovação vai além das empresas usarem tecnologia para melhorar seus negócios. É preciso também que os colaboradores sejam digitais para trazer ainda mais valor para as companhias e os clientes. Mas como ser digital? Para Sérgio Alexandre, sócio e líder da área de Digital da PwC, é ter um propósito, como ele explica em conversa exclusiva com o Mundo + Tech.

Mundo + Tech: O que é se transformar digitalmente?
Sérgio Alexandre:
É entender que, além das mudanças do mundo, você como pessoa precisa se transformar. Tem que enxergar o que acontece ao seu redor e, ao mesmo tempo, perceber o quão importante é você participar de todas essas mudanças de maneira que, desde o início, você tenha um propósito. Porque se você não tiver um propósito pré-definido, você vai ser simplesmente um aplicativo ou alguma coisa que possa ser substituída por uma máquina. Então, estar preparado nessa visão da transformação significa que você tem que buscar seu autoconhecimento.

M+T: Que impacto ser digital tem para a pessoa e para a empresa que ela trabalha?
SA:
Cada vez mais eu diria que o mundo vai ser dividido em outros mundos. E esses mundos terão características específicas – um mundo mais de inovação, um mais coletivista e você vai ter um mundo muito associado ao impacto social, que vai crescer bastante. Então, uma vez que você esteja alinhado a esse mundo e a sua empresa também, eu diria que você vai trabalhar feliz. Na transformação digital você não está necessariamente atrás de um emprego, você está atrás de um propósito. Eu sei que falar de propósito às vezes é fácil. O difícil é você ajudar as pessoas a definirem propósitos e [a encontrar] as empresas [que irão trabalhar] ao mesmo tempo.

M+T: E qual o papel das empresas em levar ou mostrar esse propósito para as pessoas?
SA:
É fundamental. Aqui na PwC definimos que faremos um projeto de treinamento do nosso corpo de funcionários. Estamos treinando quase 5 mil pessoas aqui no Brasil em dados, blockchain, Inteligência Artificial ao invés de trocar as 5 mil pessoas da firma. Eu poderia dizer que é fundamental que as empresas definam claramente um plano para fazer um upskilling (aprimoramento) da sua força de trabalho e não simplesmente em trocar por máquinas para gerar desemprego.

M+T: A IBM tem utilizado IA para reconhecer as habilidades dos profissionais e adequá-los em vagas que tenham a ver com eles. A PwC faz isso?
SA:
O nosso programa de upskilling usa gamificação para entender o propósito e habilidades dos colaboradores para fortalecê-los e definir um caminho para eles dentro da organização. Mas a parte mais importante do programa é a gente conseguir mapear as pessoas e, desse mapeamento, encontrar uma forma melhor de aproveitá-las.

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Foto: Matheus Campos/Amcham Brasil

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