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Os desafios de inovação para o agronegócio

Os desafios de inovação para o agronegócio

Principais destaques:
– Agricultura do presente e do futuro é conectada e baseada em informação;
– Será possível ampliar a produção agrícola sem aumentar o uso de terras para cultivo e criação;
– Tecnologia e inovação são aliadas na busca pelo aumento de produtividade e eficiência;
– Sustentabilidade, acesso à tecnologia e segurança dos dados são alguns dos desafios da inovação no campo.

A agricultura do presente e do futuro é conectada e baseada em informação. A afirmação que abre esta matéria foi retirada de uma das páginas do estudo Visão 2030: o Futuro da Agricultura Brasileira, produzido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), no ano passado.

O relatório reúne sinais e tendências relacionados ao futuro da agricultura no Brasil e mostra que, independentemente do que se cultiva ou do que se cria, o agronegócio será obrigado a passar pela intensificação de sua produção para atender as demandas de um mercado consumidor que irá crescer, seja pelo crescimento populacional e/ou pelo aumento da renda estimado. “Existem fortes razões para que a ampliação da produção agrícola ocorra pelo aumento de produtividade e eficiência e não pela ampliação da terra utilizada para as atividades rurais”, diz o documento.

O uso de máquinas para plantio, colheita, ordenha e abate ajudou o Brasil a dar um salto em sua produtividade no século passado. Segundo a Embrapa, o uso de tecnologia será intensificado nas próximas duas décadas. Sensores, imagens de satélite em alta resolução e automação devem fazer parte do cotidiano dos produtores rurais daqui para frente. Tratores autônomos, por exemplo, já devem estar no mercado até 2023.

Agro sustentável

Ao mesmo tempo em que buscará o aumento de produtividade e eficiência com o apoio da tecnologia, o Brasil terá pela frente também o desafio de estabelecer práticas sustentáveis para seus negócios agrícolas.

“A produção é crescente e a cadeia tecnológica precisa apoiar o setor. Existe uma oportunidade de ótimos negócios neste mercado, mas a grande provocação é avançar com a sustentabilidade”, pontua Devanil Rueda, gerente de inovação da Embratel.

Somente com internet das coisas (IoT), o BNDES estima que o Brasil irá movimentar US$ 21 bilhões no setor até 2025. Para Cleber Oliveira Soares, diretor-executivo de inovação e tecnologia na Embrapa, não haverá futuro do agronegócio sem o digital. “Cada vez mais os projetos no campo serão baseados em tecnologia e inovação”, afirma.

Brasil tem como desafio estabelecer práticas sustentáveis na produção agrícola

Diante de um cenário positivo para o futuro, o setor ainda pode esbarrar em alguns contratempos. Por isso, separamos cinco desafios que o agronegócio irá encontrar em 2019.

Sustentabilidade
“É a pauta mundial”, afirma Rueda. Empresas do agronegócio não podem adotar tecnologias degradantes e que não tenham uma dimensão social ou ambiental. Analisar as opções é essencial para evitar riscos futuros.

Para Soares, a adoção dessas tecnologias sustentáveis vai desde a gestão de dados, conectividade e até mesmo à análise da tomada de decisão.

Informação para inovar
Ficar a par das novas tecnologias e entendê-las pode permitir que o agricultor ou o empresário do setor tenham uma visão de como a inovação pode agregar valor ao seu negócio. “Pequenos agricultores já buscam se atualizar, enquanto os grandes agricultores e empresários já se encontram bem ‘conectados’”, comenta Devanil Rueda.

Cleber Soares lembra que mais da metade dos produtores rurais possuem dispositivos móveis. “Tanto que criamos plataformas de aprendizado virtual, no desktop e smartphone, e disponibilizamos cursos e palestras para esse público.”

Soluções 360º
Outro grande desafio é o acesso às novas tecnologias. Muitos agricultores e empresários buscam startups para um determinado problema, mas que não sana outro. “Um parceiro mais completo, que traga soluções 360° em mobilidade, conectividade e TI, pode dar esse suporte”, explica Rueda.

Conectividade
A área rural é deficiente em infraestrutura de rede para garantir a comunicação limpa dos dispositivos e programas. Segundo Cleber, uma das vertentes da Embrapa é trabalhar com parceiros para levar conexão via rádio ou satélite ao campo.

E as operadoras de satélite estão de olho neste mercado. É o caso da Embratel Star One, operadora de satélites do grupo Claro, que trouxe o Infosat Prime, uma rede corporativa de dados em Ka para oferecer mais capacidade para transmissão de informações e acesso à internet em banda larga por menor preço.

Segurança dos dados
A segurança é primordial para negócios que utilizam IoT e qualquer outra tecnologia. “Muitas empresas ainda acham que soluções simples podem resolver problemas de segurança”, ressalta o gerente de inovação da Embratel. Mas num cenário em que diversos negócios não conseguem identificar violações em dispositivos conectados, ter um plano de contingência e calcular o risco estimado para evitar dores de cabeça é primordial.

Nesta questão, a Embrapa tem olhado para as diretrizes europeias — além de ter criado um grupo de estudo — para entender como contribuir para a segurança dos dados no agronegócio. “Estamos atentos nas ferramentas de rastreabilidade segura e uma delas é o blockchain, que estamos fazendo um investimento com parceiros para trazer como solução aos produtores e empresários”, comenta Cleber.

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