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Como o 5G irá resolver os congestionamentos da rede 4G

Como o 5G irá resolver os congestionamentos da rede 4G

Principais destaques:
– Leilão de 5G no Brasil está marcado para março de 2020;
– Tecnologia vai ofertar maior velocidade e maior banda;
– Além de resolver gargalos recorrentes no 4G;
– Com 5G, empresas poderão trabalhar melhor em inovações como realidade aumentada e carros autônomos.

O leilão de 5G no Brasil só acontece em março de 2020, data confirmada pela Anatel na Mobile World Congress 2019. Quando a operação for iniciada, a tecnologia não estará totalmente disponível para o usuário final, mas fará diferença principalmente no cotidiano das empresas das mais diferentes verticais, como aborda um artigo publicado no portal Tele.Síntese.

Entre os motivos está o fato de o 5G oferecer maior velocidade e maior banda, além de resolver as flutuações extremas nas velocidades do 4G. É o que mostra o relatório The 5G Opportunity (A oportunidade do 5G, em tradução livre) da Opensignal, empresa especializada em mapear a cobertura sem fio, divulgado em fevereiro deste ano.

“As redes celulares são redes compartilhadas”, explica o relatório. Isso faz com que a capacidade de uma rede e suas velocidades médias caiam conforme as pessoas acordam para começar o seu dia. A curva da velocidade só volta a subir conforme as pessoas terminam o dia de trabalho e começam a dormir. “O 5G normalmente é elogiado por causa de sua velocidade, mas mais significativamente o 5G fornecerá uma base sólida de capacidade que resolverá as flutuações selvagens que vemos nas velocidades de 4G atualmente”, diz um trecho do relatório.

A pesquisa de 15 páginas aborda os problemas de congestionamento da rede 4G na América Latina e como a tecnologia de quinta geração pode desafogar esses gargalos. Segundo a Opensignal, o 5G vai trazer maior capacidade de cobertura ao usar espectro de alta frequência e alta largura de banda que vão ajudar a mitigar o ciclo diário de instabilidade no 4G.

Ou seja, os serviços 5G irão suportar mais usuários simultâneos em velocidades mais rápidas, enquanto as empresas poderão desenvolver aplicações — como realidade aumentada ou carros autônomos — sem as limitações atuais do 4G, uma vez que a maior capacidade e velocidade mais consistente do 5G serão mais do que suficientes para que elas trabalhem nessas inovações.

“Como parte da era 5G, novas bandas de rádio de alta capacidade e frequência muito alta poderão ser usadas pela primeira vez pela tecnologia móvel, o que aumentará a capacidade das redes de suportar mais usuários e dados simultâneos em velocidades muito altas.”

Relatório “The 5G Oportunity”

O que isso vai significar?

O 5G é tão rápido que tudo o que você faz na internet hoje em dia e que parece relativamente rápido (como carregamento de um site ou uma chamada com vídeo) vão parecer instantâneos, sentencia o site Limewire. Segundo a publicação, “onde a rede 4G falha em fornecer todas as necessidades de dados para um número crescente de dispositivos móveis, a rede 5G abre vias aéreas para mais tecnologias habilitadas pela Internet, como semáforos inteligentes, sensores sem fio, vestíveis e carros autônomos.

Samuel Possebon, diretor e editor do Teletime, portal especializado em telecomunicação, atenta que o descongestionamento da rede vai depender da infraestrutura usada por trás do 5G. “É preciso uma boa infraestrutura de backhaul (conexão entre as centrais e antenas) e, para isso, é preciso ou de fibra ou de satélite. O 5G vai demandar um backhaul mais potente para justamente permitir esse tipo de desafogamento da rede”, explica.

Como anda o 4G no Brasil?

O Relatório sobre a Experiência Móvel no Brasil, publicado em janeiro de 2019 pela Opensignal, registrou aumentos constantes em velocidades móveis de todas as operadoras em 2018 – com a Claro/Embratel em primeiro lugar nos itens experiência de vídeo, experiência de velocidade de download, experiência de velocidade de upload e experiência de latência.

Visto que o Brasil ativou uma nova conexão 4G por segundo em 2018, segundo a Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), a Opensignal verificou também que, apesar do aumento na velocidade da conexão, os gargalos aconteceram com maior frequência entre 18h às 21h, dependendo da cidade. Em São Paulo, a oscilação chegou a uma diferença de 15 Mbps entre horas mais lentas e as mais rápidas.

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