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Destaques do segundo dia da Campus Party Brasil: machine learning e capacitação

Campus Party Brasil: machine learning e a importância do cientista de dados são destaques no segundo dia

Principais destaques:

  • Inteligência artificial não terá 100% de sucesso na extração de dados sem a presença de um humano para validá-lo;
  • Python é a linguagem mais fácil para quem pensa em se tornar um profissional de dados;
  • São Paulo deve abrir edital para startups apresentarem projetos sociais;
  • Solução para identificar drones não cadastrados na Anac pode ser mais uma segurança para empresas do varejo.

“Não existe uma inteligência artificial que acerte 100%”. Essa foi a afirmação do professor da Live University, Thiago Mesquita Rolemberg, durante um workshop sobre machine learning na Campus Party Brasil.

No segundo dia do evento, quinta-feira (14), temas como ciência de dados e tecnologias para a transformação digital de governos foram abordados em algumas palestras que o Mundo + Tech acompanhou. Confira a seguir o que selecionamos de destaque:

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Machine Learning

As empresas precisam extrair o melhor do que os dados podem oferecer e, para o professor Thiago Rolemberg, um dos palestrantes da Campus Party Brasil, “o dado quer falar para você e você pode compreendê-lo com modelagem estatística.”. Ele afirma ainda que o uso de machine learning e inteligência artificial não irá reduzir o quadro de funcionários de uma empresa.

As empresas precisam extrair o melhor do que os dados podem oferecer e, para o professor Thiago Rolemberg, “o dado quer falar para você e você pode compreendê-lo com modelagem estatística.”. Ele afirma ainda que o uso de machine learning e inteligência artificial não irá reduzir o quadro de funcionários de uma empresa.

“Pelo contrário, os colaboradores só deixarão de fazer funções repetidas e usarão melhor o tempo durante o expediente”. Thiago complementa também que a AI não apresenta 100% de sucesso. “É preciso um especialista para validar os dados extraídos e, claro, matemática”, brinca.

Dados

“Torture os dados que eles vão te contar qualquer coisa”. Foi parafraseando o economista britânico e vencedor do Nobel de economia em 1991, Ronald Harry Coase, que a cientista de dados Nana Raythz falou sobre os desafios de sua profissão.

Ao explicar sobre as aplicações de códigos para análise, ela citou o Python como a linguagem porta de entrada para quem quer se aventurar como cientista de dados. “A dica é não deixar de analisar nada. Na última empresa que trabalhei, revisitei 60 anos de dados para garantir que os usuários tivessem uma boa experiência com os aplicativos da marca”.

Transformação digital de governos

A transformação digital é indispensável aos governos. “Eles precisam de processos mais ágeis e eficientes para entregar serviços à população”, comentou Eduardo Azevedo, coordenador do Pitch Gov.SP, parceria entre o governo de São Paulo e startups para a criação de soluções públicas.

Ele explica que o governo deve articular parceiros, fornecedores, startups e empresas de TI para traçar novas ideias para a sociedade. Para 2019, o governo de São Paulo espera lançar o edital do PitchSampa, até março. O programa irá se aproximar de startups para identificar e priorizar soluções para problemas públicos. A ideia é que um dos três projetos finalistas receba R$ 100 mil para prototipar uma solução.

Drones e a segurança dos negócios

Drones têm sido um ótimo recurso para o agronegócio e outros setores da indústria. Mas, também, são utilizados para a prática de crimes, como uma ferramenta para ações de roubo de cargas e para a entrega de drogas e smartphones em presídios.

“Hoje existem muitos aplicativos para os drones, mas o objeto em si pode se tornar uma ameaça. Precisamos entender e usar a tecnologia para combater isso”, comentou Eduardo Neger, cofundador da DroneControl, startup que desenvolveu uma solução para identificar dispositivos não cadastrados na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), órgão do governo que regula as operações das aeronaves.

A solução consiste na instalação de pequenas antenas em um poste que, em um determinado raio, processa os sinais recebidos de um drone, conseguindo identificar o dispositivo e acompanhar todo o trajeto feito, além de reconhecer modelo e número de série.

Neger avalia que o varejo pode se aproveitar da solução. “Um grande cliente varejista evitou o roubo de cargas do centro de distribuição após identificarmos drones não cadastrados na Anac sobrevoando o local. Descobrimos que o plano era utilizar o dispositivo para saber qual caminhão tinha cargas mais valiosas.”

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