Guilherme Leonel, da LexDesign, fala sobre como a inovação pode transformar e humanizar o direito na Amcham Talks 2019

4 perguntas sobre inovação no Direito para Guilherme Leonel, da LexDesign

“Qual mentalidade você quer ver no Direito com a transformação digital ocorrendo em todas as áreas?”. A indagação é de Guilherme Leonel, cofundador e CEO da LexDesign, startup de design e inovação legal que projeta e lança soluções para reinventar o universo jurídico. Segundo o executivo, existem no Brasil 200 iniciativas de legaltech e, para ele, a inovação vai ajudar a Justiça a resolver muitos problemas, como ele explica em conversa ao Mundo + Tech.

Mundo + Tech: O Brasil está muito atrás de outros países na transformação digital no Direito?
Guilherme Leonel:
Eu acho que estamos caminhando bem. Claramente o Brasil não está no mesmo nível que os Estados Unidos e a China, mas temos muitas iniciativas positivas que impulsionam esse processo de transformação. A primeira coisa é mudar a mentalidade, o mindset das pessoas em todas as áreas do Direito.

M+T: Como está o mindset de quem atua na área?
GL:
É natural que a inovação traga um choque inicial. O Direito é uma área conservadora, muito tradicional e as pessoas não estão tão acostumadas a isso. Mas a gente tem sentido uma receptividade melhor porque as pessoas começam a entender que temos que mudar alguma coisa para poder inovar. E isso está acontecendo em outros setores e o Direito é muito grande para deixar de lado essa transformação digital.

M+T: Transformação digital seria humanizar o setor?
GL:
É humanizar, é simplificar, é traduzir, é deixar mais ágil e moderno. Tudo o que vem no ecossistema de inovação tem que ser incorporado dentro do universo jurídico como um todo, seja na vestimenta, seja no trato, nas relações pessoais e no uso de ferramentas para poder inovar nesses processos.

M+T: A Estônia tem testado IA para agilizar casos mais simples. Isso daria certo no Brasil?
GL:
Acho que a gente tem que começar a testar também. Não vamos ter uma resposta absoluta se dará certo ou não. É preciso testar e ver qual a receptividade que cada uma das ferramentas encontra dentro do ambiente brasileiro. O nosso pensamento é: testa, vê se dá certo, se não dá, vai ajustando até a gente conseguir implementar as mudanças.

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Foto: Matheus Campos/Amcham Brasil

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