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Presos treinam IA na Finlândia e outras notícias de destaque

Na Finlândia, detentos treinam Inteligência Artificial como trabalho prisional
A ideia de usar os condenados no treinamento de Inteligência Artificial começou há três meses quando a Vainu, startup de serviços, fechou um acordo com a Agência de Sanções Criminais (CSA, na sigla estrangeira), órgão responsável pela administração das prisões finlandesas, para utilizar os detentos em um trabalho prisional um pouco fora do comum. Eles serão responsáveis por treinar algoritmos que irão vasculhar artigos publicados na internet para formar um banco de dados mundial que tem como objetivo indicar profissionais dispostos a oferecer serviços para diferentes empresas. Os presos irão ensinar a esse algoritmo quando uma palavra em um artigo se refere ao nome de uma empresa ou a qualquer outra coisa (por exemplo, a palavra “claro” pode se referir tanto à operadora de telefonia quanto a um adjetivo, advérbio ou substantivo). O acordo vale para as penitenciárias de Helsinque e Turku e cada uma recebeu 10 computadores para a força laboral. Tendo o contrato anual baseado no número de tarefas, a expectativa da Vainu é expandir para outros lugares na Finlândia. Em nota ao The Verge, a CSA disse que o programa é mais um esforço do sistema prisional para “desenvolver atividades de trabalho que atendam às exigências da vida profissional moderna.”

Uma nova tecnologia para agilizar a checagem de passageiros nos aeroportos dos EUA
A Transport Security Administration (TSA), agência de aviação dos Estados Unidos, tem testado desde 2017 uma tecnologia de tomografia computadorizada que permite ver um modelo 3D dos objetos que estão guardados na mala, eliminando a necessidade de o usuário tirá-los. Além de melhorar o processo durante o raio-X, os novos equipamentos irão permitir que notebooks, líquidos e outros artigos permaneçam na mala, como mostra uma reportagem da Bloomberg Government. Com resultados positivos durante os testes, a TSA anunciou na última semana o investimento de US$ 97 milhões (R$ 373 milhões) na aquisição de 300 novas máquinas. A expectativa é que esses scanners já estejam instalados até setembro deste ano, embora o órgão não tenha informado em quais aeroportos.

Duas startups que usam Inteligência Artificial para melhorar a produtividade no agronegócio
A Revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios trouxe dois exemplos de uso de Inteligência Artificial para melhorar a produtividade agrícola brasileira. O primeiro é o da startup MVisia, que combina visão computacional e inteligência artificial para encontrar qualquer produto que fuja do padrão de qualidade (como formato, cor, tamanho ou textura dos alimentos). O outro exemplo é o da startup Agrorobótica. Nesse caso a IA entra para analisar rapidamente as amostras de solo, plantas e fertilizantes coletadas por um equipamento que faz essa coleta de maneira limpa e economicamente acessível ao produtor rural.

Ex-funcionário do Senado norte-americano é preso por divulgar dados de senadores na Wikipédia
Jackson Cosko, que trabalhou para a senadora Maggie Hassan, se declarou culpado na acusação de doxing (prática virtual de pesquisa e divulgação de dados para fins criminosos ou investigativos), de fraude e roubo de informação. O ex-funcionário editou a Wikipédia com dados pessoais de cinco senadores americanos após instalar keyloggers (programa tipo spyware que grava tudo o que o usuário faz no computador) nos dispositivos das vítimas. O caso aconteceu logo depois da demissão de Cosko – que trabalhava como administrador de sistemas de computador – em maio do ano passado. Em outubro de 2018, uma testemunha foi ameaçada por e-mail ao encontrar o ex-colaborador no escritório de Maggie. Se condenado, (o julgamento está marcado para junho), Cosko poderá cumprir de 30 a 57 meses de prisão e deverá abrir mão de computadores, smartphones e outros equipamentos utilizados nos crimes, como parte do acordo.

WhatsApp corporativo: a importância da verificação em duas etapas
A clonagem do WhatsApp já se tornou um golpe conhecido no Brasil e fez com que bancos adotassem medidas para política de ressarcimento. Os cibercriminosos conseguem os dados da vítima, ligam para a operadora telefônica se passando por ela e pedem para habilitar um novo chip com o mesmo número. Assim os hackers têm acesso ao WhatsApp e se passam por parentes ou amigos para pedir dinheiro emprestado. Os números corporativos não estão livres desse golpe. Como mostra este artigo do Canaltech, embora o inciso III do artigo 932 do Código Civil deixe uma margem interpretativa a responsabilidade da companhia em casos deste tipo, a mesma pode se proteger adotando algumas medidas de segurança. Por exemplo: criar políticas internas para uso consciente do WhatsApp corporativo – entre eles evitar o compartilhamento de dados pessoais – e a verificação em duas etapas do aplicativo (na qual é criado um segundo código de segurança).

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