Estratégia deixa céu aberto para transformação digital

Necessidades da era digital demandam que empresas de todo o mundo e governos revejam suas estruturas de TI. Exigências de desempenho pressionam as organizações por infraestruturas com alto nível de confiança e baixo tempo de resposta. No centro das discussões, a cloud pública e os sistemas híbridos dominam os investimentos. Mais recentemente, a adoção de múltiplas nuvens ganhou prioridade entre os especialistas. Hoje, a multicloud já é apontada como prática indispensável para a transformação tecnológica.

O estudo Rightscale 2018 State of Cloud Report, realizado com executivos ao redor do mundo, mostra que 81% das empresas de alto desempenho adotam estratégias multinuvem. O que antes era considerado um diferencial competitivo, agora é questão de sobrevivência, sugere a pesquisa Multicloud is the New Normal, desenvolvidapela IDC com apoio da Cisco. Apesar dos ganhos incontestáveis em segurança, autonomia e flexibilidade, os sistemas multicloud trazem também desafios. O próprio relatório do Rightscale indica que as companhias “estão buscando ferramentas simples que ajudem a otimizar os custos e a administrar o uso da nuvem em várias plataformas”.

Análise sobre a adoção de nuvens múltiplas, feita pelo MIT Tech Review Custom, revela alto impacto nas equipes de gestão. O motivo é previsível: a orquestração dos diversos sistemas de dados requer mais esforço e abordagem especializada. Diuliana França, gerente de Desenvolvimento e Arquitetura de Produtos da Embratel, afirma que é preciso expertise para manter a infraestrutura sob controle. “São diferentes produtos, diversos tipos de instâncias e latências”, ressalta.

Tendo em vista a crescente demanda por soluções, a Embratel está desenvolvendo o Portal Multicloud, ferramenta de provisionamento e gestão de ambientes híbridos. Remotamente acessível, a plataforma vai permitir que colaboradores visualizem e monitorem toda a arquitetura de nuvem da empresa. “É possível mover as aplicações com facilidade entre as diferentes clouds, de acordo com as características dos workloads”, diz Diuliana França. Com recursos melhor aproveitados, há também redução de custos.

Além do portal, a Embratel oferece serviços de consultoria, implementação, migração e gestão de sistemas de clouds múltiplas. Ao centralizar a demanda em um único fornecedor – ainda que este ofereça uma cartela de clouds de provedores diversos – há ganhos técnicos e práticos, como o pagamento unificado e o suporte centralizado.

BENEFÍCIOS PARA A GESTÃO PÚBLICA
Para o setor público, a computação em nuvem tem o potencial de desempenhar um papel estratégico na correção de processos ineficientes, melhorando a prestação de serviço à
população e promovendo segurança dos dados. O governo americano adota, desde 2011, a
estratégia “Cloud First” – política que incentiva o uso desta solução. No Brasil, a Secretaria
de Tecnologia da Informação e Comunicação (SETIC) do Ministério do Planejamento,
Desenvolvimento e Gestão discute o modelo de contratação de provedores de nuvem. O tema
não é novo. Já em 2015, o Tribunal de Contas da União (TCU) publicou uma análise que aborda
as características e os benefícios da cloud na gestão pública de dados.

Publicado em: Valor Econômico - 28/09/2018

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