Soluções híbridas unem mundo físico e virtual

A adoção de um modelo de centro de dados que une o que há de melhor nos ambientes físico e virtual firma-se como tendência entre empresas que buscam vantagem competitiva no acelerado mundo digital. A palavra de ordem é flexibilidade, ou seja, possibilidade não apenas de ter acesso a soluções individuais de data center tradicional e de nuvem, mas também de poder combiná-las facilmente conforme especificidades e demandas sazonais ou permanentes do negócio.

Na prateleira dos fornecedores, não faltam soluções, integradas ou não, talhadas para necessidades específicas. Segundo especialistas, a evolução tecnológica no âmbito dos data centers elevou as possibilidades de customizá-las em um nível tal que as companhias podem usufruir de diversos ambientes de TI sem perder o controle sobre sua infraestrutura e suas aplicações e sem depender de um único integrador ou provedor. É possível contratar soluções convencionais, como hosting, aplicações, bancos de dados e Disaster Recovery e, quando necessário, agregá-las a serviços de nuvem, e vice-versa.

As características de cada ambiente pesam nas decisões sobre qual é a melhor fórmula para cada aplicação: o data center tradicional, em geral, é indicado para aqueles processos que não podem ser interrompidos, sob pena de sérios prejuízos para o negócio. A nuvem, por outro lado, se encaixa bem nas aplicações que se beneficiam da capacidade de aumentar ou diminuir recursos computacionais sob demanda, própria desse modelo. Dependendo do nível de criticidade e privacidade das aplicações, dados e cargas de trabalho, a empresa também pode escolher entre nuvem pública ou privada.

Uma grande rede de varejo, por exemplo, que experimenta picos de demanda em datas especiais, como Natal e Black Friday, consegue se prevenir contra eventual sobrecarga de servidor ao acrescentar uma solução virtual à sua infraestrutura física, pagando apenas pelo que usar. Pode hospedar o banco de dados em um data center tradicional e migrar para a nuvem todos os processos relacionados com front end, ou seja, com a navegação na página da loja virtual. Com isso, otimiza custos sem abrir mão da alta disponibilidade, performance e latência requeridas pelo modelo de e-commerce.

Analistas que acompanham essa tendência de perto ressaltam a importância da escolha do provedor de serviços para que a estratégia híbrida do ambiente de TI seja bem-sucedida. Um cuidado essencial, segundo eles, consiste em buscar aqueles que oferecem soluções completas, e não apenas uma parte da tecnologia demandada pelo negócio.

“É preciso que todos os ambientes e soluções conversem entre si, daí a importância da escolha de data center que oferte serviços fim a fim, ou seja, portfólio completo dentro de um ambiente de hosting, desde hospedagem da aplicação e padrões de segurança até monitoração e gerenciamento do ambiente, entre outros serviços”, diz Mário Rachid, diretor executivo de soluções digitais da Embratel.

A centralização de serviços permite a otimização de recursos

 

Contar com um fornecedor de soluções fim a fim, desde hardware e suporte até operação e gestão dos ambientes, ajuda as empresas a usar seus recursos de TI de forma mais assertiva – inclusive conectando infraestruturas legadas ao data center e à nuvem desse fornecedor, se necessário. Com isso, o cliente alinha o negócio com a era digital e reduz custos diversos. Além disso, libera profissionais para tarefas mais relacionadas com o core business, uma vez que não precisa mais de pessoal dedicado a tarefas como administrar bancos de dados e gerenciar nuvem, servidores e infraestrutura, entre outras.

Veiculado em: Valor Econômico - 28/08/2017

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