Gerenciar nuvem ficou simples

Provedores ajudam empresas a planejar, construir e administrar vários ambientes

A nuvem deixou de ser tendência e se tornou realidade nas empresas brasileiras. Assim como em outros países, a abordagem preferida pelas organizações por aqui é o chamado multicloud, ou seja, uso de serviços com mais de um fornecedor, conforme as demandas gerais do negócio ou de cada um dos seus departamentos. Arquiteturas de TI desse tipo, combinando melhor custo e capacidade de diferentes nuvens, representarão 85% dos ambientes tecnológicos das organizações esse ano, prevê a IDC.

Não é simples montar esses ambientes heterogêneos de forma que o negócio explore o máximo dos seus benefícios, mantendo controle sobre o orçamento e desempenho. Prova disso, segundo a IDC, é o número crescente de empresas que buscam intermediadores, também conhecidos como cloud brokers, que possam ajudá-las a traçar a melhor jornada para a nuvem.

Trata-se de um dos segmentos de serviço que mais crescem no país, diz a IDC. Alguns provedores atuam em todas as etapas, desde o planejamento até a gestão do ambiente de TI, passando pela escolha de outras nuvens — se a própria não atender a algum objetivo específico do cliente. Eles também assumem o processo de migração.

É uma mão na roda tanto para companhias que estão insatisfeitas com a gestão de sua nuvem quanto para as que desejam apostar no modelo, mas têm dúvidas sobre qual a melhor abordagem. De fato, algumas pesquisas no país apontam que, mesmo entre as organizações que possuem alguma aplicação na Cloud, a maioria ainda tem dúvidas sobre quais processos de negócio devem migrar, para qual tipo de nuvem e de qual fornecedor.

Com um broker, em especial aqueles que atuam como integradores e fornecedores de nuvem e soluções de TI fim a fim, as empresas conseguem uma estratégia personalizada e contam com profissionais especializados para garantir o funcionamento otimizado e a atualização permanente do ambiente.

Serviços de fornecedores diferentes são cobrados em fatura única

Um atrativo desse serviço é a eliminação do chamado lock-in — que ocorre quando a organização fica presa a um só provedor porque a mudança implica custos muito altos —, ainda que um único parceiro assuma a responsabilidade pela gestão e desempenho do processamento multicloud. “Se a organização precisa de facilidade que só existe em outro lugar do mundo, o fornecedor conecta a própria nuvem a essa outra Cloud, e isso é transparente para o cliente”, diz Mário Rachid, diretor executivo de soluções digitais da Embratel.

Ele ainda destaca como benefício a redução significativa de despesas administrativas da companhia.
Os serviços que as empresas brasileiras podem contratar incluem diagnóstico da sua TI, com avaliação das cargas de trabalho que devem ficar ou ir para a nuvem. Essa fase inclui levantamento de possíveis riscos dessa movimentação e culmina em um plano customizado para ajustes na arquitetura atual e migração para uma ou mais nuvens — de qualquer fornecedor que tenha o recurso mais adequado para a necessidade do negócio.

Feita a migração, as rotinas administrativas, como criação de servidores, instalação de bancos de dados, criação de usuários etc., passam para as mãos do gerenciador. Usando melhores práticas de DevOps (uma cultura de otimização de recursos), ele cuida da monitoração do ambiente, garantindo que o negócio tenha mais ou menos recursos computacionais, de forma automatizada.

Uma empresa que, em determinado período, venha a receber um grande volume de acessos ao seu site devido a uma ação esporádica, por exemplo, pode rapidamente distribuir cargas de trabalho entre milhares de servidores. A arquitetura pode se autoescalar conforme métricas predefinidas e é diminuída quando os acessos se normalizam. A empresa paga os recursos excedentes somente pelo tempo que os utilizou.

A companhia também fica apta a acompanhar, em tempo real, o orçamento individual de cada departamento. Com isso, consegue combater a chamada “shadow IT”, que ocorre quando áreas internas compram serviços de nuvem sem o conhecimento da TI.

Outro benefício é a fatura unificada. Não importa onde estejam as nuvens, a cobrança será uma só, em reais. O suporte é em português, 24×7, mas essas são facilidades que nem todos os provedores oferecem.

Vantagens da administração unificada
  1. Migração planejada e com menos riscos
  2. Movimentação livre de cargas de trabalho entre nuvens
  3. Fatura unificada em reais e controle de orçamentos por área
  4. Alteração, criação e remoção de ambientes de nuvem com rapidez e segurança
Liberdade de escolha

Com gestão única a cargo de provedor especializado, a empresa usufrui de nuvens de fornecedores diferentes e fica livre para focar o negócio principal.

Veiculado em: Valor Econômico - 01/09/2017

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